Arte & Agenda

"Um disco cheio de encontros felizes", define Paulo Miklos sobre seu novo álbum

Músico chega em Porto Alegre nesta quinta-feira para lançamento do disco e apresentação da nova turnê

Paulo Miklos definiu que novo disco "foi cheio de encontros muito felizes”
Paulo Miklos definiu que novo disco "foi cheio de encontros muito felizes” Foto : Otavio Sousa / Divulgação / CP
O músico Paulo Miklos apresentará a Porto Alegre, pela primeira vez, seu novo trabalho “A Gente Mora no Agora" nesta sexta-feira, no Teatro Bourbon Country (avenida Túlio de Rose). Os ingressos estão à venda entre R$ 60 e R$ 140 pelo site Uhuu e na bilheteria do teatro. Antes, porém, na quinta-feira, Miklos lança o CD e LP, às 19h, no mezanino da Livraria Cultura, localizada no mesmo shopping.

O álbum com 13 músicas é definido por Paulo Miklos como “um disco cheio de encontros felizes”. Ele se refere às várias parcerias com caras como Emicida para “A Lei desse Troço”, na qual está contido o trecho "A Gente Mora no Agora", e também “Estou Pronto”, com Guilherme Arantes; “País Elétrico”, com Erasmo Carlos; e “Vou te Encontrar”, com Nando Reis.

Estas duas últimas são definidas por Miklos como músicas de superação por uma perda pessoal que ele teve no passado. “Este disco tem esta superação, fala da minha história, da minha estrada, mas também é bem crítico, como eu sempre fui e os parceiros me ajudaram muito nesta boa receptividade que tive do público e da crítica. Sempre tive a intenção de retratar o nosso tempo neste disco”, afirmou.

Na parceria com Emicida em “A Lei Desse Troço”, Miklos conta que convidou o rapper para ir ao estúdio ouvir este ijexá, ritmo baiano, que ele estava fazendo ao violão. Emicida colocou uma letra que se calça em termos como “Chorar é importante igual sorrir, avisa que eu voltei sem sair daqui, você sabe onde a gente mora, no agora, a gente mora no agora”.

Com arranjos do baiano Lettieres Leite, a música ganhou a pegada baiana rapper e foi muito bem-sucedida. Outra história de música que Miklos conta no show é sobre “País Elétrico”, parceria com Erasmo. “Eu escrevi um e-mail para o Erasmo contando que o Brasil é o país que mais tem raios, 50 milhões sei lá. A composição conjunta precisa de fagulha, de sedução. O Erasmo então pensou a partir de ‘Pega na Mentira’ que o Brasil é um país elétrico, pois não se diz que quando se mente, cai um raio na cabeça. Então, o Brasil é o país onde mais se mente no mundo. A música ficou perfeita para este momento político, de corrupção, mentiras, fake news. Ela retrata um pouco da situação atual do país, que é perene, não vai mudar”.

No repertório do show também estão alguns sucessos de sua carreira com os Titãs, como “É preciso saber viver”, “Sonífera Ilha” e “Pra dizer Adeus”. Sobre uma Reunion de todos os Titãs, Miklos diz que não tem nada programado. “Estamos todos com nossos trabalhos. O Titãs vem com disco novo com esta formação. Não é momento.” Fora da música, o trabalho de Miklos é de Titã. “A minha carreira de ator vai muito bem. Estou com dois filmes na praça: ‘Gosto se Discute’ e ‘Como é Cruel Viver Assim’, este da Julia Rezende, que está em festivais na Europa, mas estreia este ano no país. Acabei de filmar uma série para a Globo, chamada ‘Assédio’ e a partir do próximo mês começo a participar de três filmes até o fim do ano”, enumera Miklos, que gosta muito do Sul e dos gaúchos, principalmente dos músicos. “Admiro muito o Borghetti, o Vitor Ramil, o Humberto Gessinger, mas ainda tenho muitas conexões a fazer no Rio Grande do Sul”, finalizou.

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