Foi lindo. O espetáculo que reuniu irmãos Kleiton e Kledir e o caçula Vitor Ramil no Auditório Araújo Vianna foi histórico. A casa estava cheia, mesmo com a chuva que caiu sobre Porto Alegre.
Após uma primeira reunião dos irmãos acontecer em julho do ano passado, a experiência foi tão positiva que o trio resolveu repetir a dose e desta vez gravar o show, que dará origem ao álbum e à produção audiovisual “Ao Vivo”.
O anúncio deste projeto de gravação foi feito ao final de outro show, o “Casa Ramil”, realizado com mais membros da família, em dezembro passado. E a noite chegou neste dia 21 de março de 2026.
Quando Kleiton e Kledir integraram os Almôndegas em 1975, Vitor era um adolescente. “Estar aqui com meus irmãos é um sonho realizado”, disse Vitor. E foi com uma música deste período que o espetáculo começou, “Canção da Meia-Noite” (1976), com o cenário tendo uma projeção da lua.
O repertório alternou composições de Kleiton e Kledir com outras de Vitor. Em meio às canções, os artistas compartilharam memórias de família em Pelotas.
Entre as canções de Vitor, foram apresentadas "Semeadura", "Estrela, Estrela", "Loucos de Cara" e "Joquim". De Kleiton & Kledir, se pode citar "Paixão", "Vira Virou" e "Roda de Chimarrão".
A canção "Deu pra ti", que fala de Porto Alegre, causou euforia no público, especialmente na parte que chama "Alô tchurma do Bonfim", bairro em que está localizado o auditório em que ocorreu o show.
Além de duas músicas previstas para o bis, o trio decidiu apresentar novamente duas canções que não foram interpretadas a contento por eles, para serem regravadas no final. Para deleite da plateia, se pôde, então, escutar novamente "Nem Pensar" e Grama Verde".
O espetáculo foi ótimo não apenas pelas composições e interpretações do trio consagrado. Mas porque elas fazem parte da memória auditiva e afetiva dos gaúchos e ouvi-las sempre mexe com as emoções.