Quatro estações, quatro sentidos. Um espetáculo multissensorial, evocativo e elevado reúne a Sphaera Mundi Orquestra, a Companhia Municipal de Dança e o ator Tom Peres (Hermes) em “O Rapto de Perséfone”, com apresentações no sábado, às 20h, e no domingo, às 18h, no Theatro São Pedro (Praça Marechal Deodoro, s/nº), Centro Histórico de Porto Alegre. O maestro Márcio Cecconello estreia como roteirista e diretor artístico de “O Rapto de Perséfone”. Nesta sexta, às 20h, o musical fará uma apresentação fechada para o Consulado Geral da Itália.
Escrito em 2019 e inspirado na escultura de Lorenzo Bernini, “O Rapto de Perséfone” é um espetáculo musical, mas com formato inovador, que oferece uma profunda imersão sensorial vivenciada por meio de audição, visão, olfato e intuição através da integração da música com poesia, teatro e dança, tendo como aliados aromas, luz e imagens.
No palco, 12 músicos da Orquestra Sphaera Mundi; o solista Leonardo Bock; os bailarinos Marina Sachet (Perséfone), Léo Maia (Plutão), Paula Finn, Isadora Franco (ninfas), Léo Silva e Pedro Coelho (criaturas do submundo), da Companhia Municipal de Dança; e o ator Tom Peres, que interpreta Hermes.
A direção cênica é de Carlota Albuquerque e a coreografia de Airton Tomazzoni e Maurício Miranda. “O roteiro não foi pensado como um ballet propriamente dito, embora nos sintamos tentados a senti-lo dessa forma, já que os protagonistas são bailarinos. Busquei aqui uma integração equilibrada, como uma obra de arte sensorialmente mais ampla do que os formatos tradicionais. O espetáculo pode ser visto como um concerto, onde bailarinos ilustram elementos musicais que dialogam com elementos cenográficos e sensitivos (visão, audição e olfato)”, destaca o maestro Ceconello.
“O Rapto de Perséfone” é o episódio da mitologia ocidental que ajuda a compreender as leis que regem os ciclos da natureza, ou o Mito do Renascimento. Os ciclos que se expressam em toda a vida, do micro ao macro, no movimento das galáxias ou dos átomos e como nosso planeta manifesta essa lei de ciclicidade que ocorre também em cada ser humano.
Filha de Zeus com Deméter, símbolo da grande mãe terra e da fertilidade da vida, Perséfone era uma ninfa que se chamava Core. Encarregada de expandir o amor no mundo, Vênus encarrega cupido que lance uma flecha no coração do frio monarca rei dos mundos subterrâneos. O cupido foi certeiro. E ao ver Perséfone colhendo flores com outras ninfas, Plutão abre uma cratera na superfície da terra e salta para raptá-la. Deméter, desesperada, busca sua filha por todos os cantos.
“Portanto, ‘O Rapto de Perséfone’ não é apenas mais uma atração de entretenimento cultural, mas uma oportunidade de profundo mergulho na vivência do mito através da arte. Uma catarse coletiva em que plateia e artistas vivem juntos”, destaca o maestro. A Orquestra tem direção musical de Emmanuele Baldini e direção artística de Márcio Ceconello.
Ingressos antecipados podem ser obtidos pelo endereço do Theatro São Pedro.