Umbu das Artes leva o teatro para a telona

Umbu das Artes leva o teatro para a telona

Mostra inédita reúne 14 produções audiovisuais de grupos teatrais gaúchos feitas durante a pandemia

Correio do Povo

Ator Lauro Ramalho em cena de "9 Saias"

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De amanhã até 1<SC120,176> de dezembro, a 1<SC120,170> Mostra Umbu das Artes vai exibir na Cinemateca Capitólio (Demétrio Ribeiro, 1085), 14 obras produzidas por grupos teatrais porto-alegrenses durante a pandemia, para exibição na Internet. A programação também inclui atividades gratuitas, como debates e a instalação, em forma de cristaleira, do “Edifício Cristal”, composta por 11 histórias, que reproduz a rotina de moradores de um condomínio durante o isolamento. A iniciativa marca a estreia da Umbu – coletivo de produtoras e artistas teatrais da Capital. O acesso ao espaço ocorre mediante apresentação de comprovante vacinal e uso de máscara. 

Em março de 2020, quando os profissionais de teatro tiveram o ofício paralisado pela pandemia, Adriane Mottola, Guega Peixoto, Lauro Fagundes, Letícia Vieira, Liane Venturella e Sandra Possani iniciaram diversos encontros remotos, provocados pela necessidade de entender o novo contexto em que o mercado das artes cênicas se encontrava, criando a Umbu como um espaço de trocas, apoio e crescimento. Sucessos de público e de crítica ganharão a telona, em trabalhos que investigam sua relação com o cinema, desbravando o meio virtual como possibilidades de novas linguagens artísticas. Expressões das artes cênicas que, por meio de diferentes ferramentas, encontram a sala de cinema como janela de contato com o público, de forma segura e presencial. 

Resultante da parceria entre as coordenações municipais de Cinema e Audiovisual e de Artes Cênicas, tem como proposta alimentar a cadeia produtiva da cultura e atender a um público que, por meses, ficou privado do contato com as salas de espetáculo. O #papoUmbu será realizado no foyer do 2<SC120,176> andar, durante às tardes, com entrada franca. As rodas de conversa irão unir profissionais de teatro e do audiovisual envolvidos nas obras apresentadas, além de cineastas e desenvolvedores de plataformas para discutirem os processos, dificuldades e possibilidades de criação. 

As produções envolvem temáticas diversas e urgentes, como direitos das pessoas com deficiência e idosos, memória e verdade, população negra, pessoas em situação de rua, mulheres, direitos humanos e segurança, proteção aos defensores de direitos humanos, direito à participação política, combate à tortura, situação prisional, democracia, saúde mental, cultura, liberdade e educação. A abertura, nesta quinta, às 17h é com o #papoUmbu e às 19h, “A Mulher Arrastada” de Diones Camargo, “9 Saias” da Cia Stravaganza e “Colapso: Terra em Chamas”, da Centauro Produções. Excepcionalmente nesta sexta, a agenda abre às 15h, com bate-papo, sendo seguido dos filmes, às 17h: “Palácio do Fim”, da Cia. Incomode-Te, e “Ícaro – sobre o processo de criação”, de/com Mallmann. No sábado, estão previstos “Invisíveis – Histórias para Acordar” da Cia. Solos & Bem Acompanhados e “Hipergaivota” do Coletivo Errática. No domingo, “Classe Cordial” da Cia Nômade e Solos & Bem Acompanhados, “A Vó da Menina” do Projeto Gompa e “Desmedida Noite” da Cia. Rústica. No dia 30 tem “A Fome” da Cia. Espaço em Branco e “Derrota”, do Gompa; e no encerramento, “A Mãe da Mãe da Menina” do Gompa e “2068” do Máscara EnCena. 

 


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