Arte & Agenda

“Une nuit de chanson” no Porto Verão Alegre

Luana Pacheco canta clássicos e modernos francófonos nesta sexta-feira, dia 9, ao lado de Luciano Leães, no Instituto Ling, às 20h

Cantora Luana Pacheco
Cantora Luana Pacheco Foto : Laura Aldana / Divulgação / CP

Édith Piaf é considerada uma das maiores cantoras que já existiu, não só na França, onde nasceu, em 1915, como no mundo todo. Com a voz firme, alcançando notas altas e “erres” marcantes, Piaf é a grande inspiração da cantora gaúcha Luana Pacheco que carrega consigo a bagagem cultural pujante das obras francófonas com mesmo encantamento e sutiliza que a francesa. Sem deixar de lado a robustez que compõe cada uma das canções do seu repertório.

Próxima da arte desde a infância, Luana estudou música na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. A proximidade com a música francófona se deu com o clássico “L’amour”, da cantora Carla Bruni, em 2010, na etapa final do estival da Canção Francesa da Aliança Francesa. “Ela falava no início do vídeo que eu assistia no YouTube: ‘essa é um blues’. Como eu já era apaixonada pelo estilo na época, foi rápida a minha escolha por essa música específica que misturava Chanson com Blue”, explica Luana. Mesmo sem saber (ainda) nada do idioma, estudou a letra da música e venceu o festival, garantindo uma imersão pela cultura in loco.

Assim, numa conexão inesperada, pela indicação de um amigo, a cantora, hoje, com 20 anos de carreira, preparou um repertório recheado de músicas que aquecem os corações de quem as escuta para o espetáculo “A Música Francesa - Ontem e Hoje”, marcado para esta sexta-feira, 20h, no Instituto Ling (João Caetano, 440). O show integra o 27° Porto Verão Alegre.

“Eu sempre penso muito na história que eu quero contar através daquele repertório. Gosto de prestar atenção nas letras, nos sentimentos que cada música me traz e assim ir desenhando essa história através do setlist”, pontua.

No entanto, há aquelas canções que não podem faltar: “Voilà” de Barbara Pravi e, claro, “La Foule” de Piaf. Ao lado de Luciano Leães, o duo também promete tocar Brel, Patrick Watson, Pauline Croze, Mayra Andrade e ZAZ - esta sendo uma das cantoras francesas contemporâneas mais conhecidas globalmente, de forma que a música navegue entre passado e o presente. Segundo Luana, os improvisos também serão bem-vindos, seja na mudança da ordem ou na inserção de outras canções escolhidas ao vivo. Ou seja, a plateia fará parte da construção do espetáculo.

Além da música, a composição do show passa pelo figurino. Neste caso, a inspiração vem das décadas de 1950 e 1960. Com o auxílio da estilista Lívia Menezes, a ideia é traduzir as influências musicais também através das vestimentas e maquiagem, tendo a presença do batom vermelho e delineado característico do estilo retrô.

DISCO AUTORAL

Em 2026, devem iniciar as gravações do próximo disco autoral da musicista, intitulado como “Luana Pacheco & Orquestra Folie”. A parceria é enriquecida pelos sons de instrumentos como violinos, violoncelo, contrabaixo, viola e acordeon.

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*Sob a supervisão de Luiz Gonzaga Lopes.

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