A diretora geral da Unesco, Irina Bokova, lançou nesta terça-feira um apelo para que "se proteja o patrimônio cultural do Egito, e se respeite a liberdade de expressão". Em um comunicado, ela manifestou sua compaixão pelas vítimas do "protesto cívico", e deplorou os mortos nas manifestações, mas enfatizou que as relíquias e monumentos, "símbolo da identidade nacional" e "legado ancestral da humanidade", devem ser respeitados.
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"Uma boa prova disso é esse cordão humano de proteção que centenas de cidadãos formaram em torno do museu para protegê-lo", destacou Irina, referindo-se à iniciativa de jovens egípcios que abraçaram o Museu Egípcio do Cairo, que guarda objetos da antiguidade, como pedras com hieróglifos e sarcófagos de faraós.
A diretora da Unesco expressa também "sua preocupação com a situação da livre circulação da informação e da liberdade de imprensa" no Egito, criticando a suspensão dos acesso à internet, o bloqueio da imprensa e os espancamentos de jornalistas.
O presidente Hosni Mubarak, no poder há 30 anos, anunciou nesta terça-feira que não pretende deixar o governo, mas garantiu que não fará nova tentativa de se reeleger. Nesta terça, mais de 1 milhão de pessoas se mobilizaram em todo o país para protestar contra o regime.
Unesco pede respeito ao patrimônio cultural do Egito em meio à crise
Diretora Irina Bokova citou cordão de estudantes ao redor do Museu do Cairo como bom exemplo