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Universidade inglesa oferece cargo para pesquisador de strippers

É preciso entrevistar 300 dançarinas e analisar "o lugar do trabalho sexual na economia"

Universidade de Leeds busca pesquisadores de strippers
Universidade de Leeds busca pesquisadores de strippers Foto : Getty Images
É sério. Tem até salário estipulado, que não é baixo: cerca de R$ 86 mil por ano. O trabalho é estudar a fundo o mundo das strippers. O expediente começa às 18h e termina às 4h da manhã, de segunda a sexta. Quem oferece esse sufocante serviço é a direção do departamento de Sociologia e Política Social da Universidade de Leeds, na Inglaterra.

No documento divulgado, o empregador pede que o “investigador oficial estude o incremento e regulação de bailes exóticos e o lugar do trabalho sexual na economia noturna”. Significa, de acordo com a faculdade, que o empregado, ou empregada, deverá entrevistar pelo menos 300 strippers. Com muita seriedade e discernimento, reforça o texto. A universidade pública quer montar uma tese de doutorado a partir do trabalho de campo.

Nunca antes na história da Universidade de Leeds chegaram tantos currículos – foram milhares, embora a entidade não revele o número exato.

Quando começar o serviço, o vencedor da disputa pela vaga poderá enfrentar ao menos um problema: já tem organização não governamental protestando contra o trampo de pesquisador de stripper e pedindo a extinção do cargo.

"Será um desperdício delirante de dinheiro. Pode ser uma função muito cobiçada, mas impostos não servem para sustentar esse tipo de trabalho", diz Susie Squire, diretora da Associação de Contribuintes.

A universidade não respondeu às críticas. Até porque tem gente que está disposta a enfrentar até os contribuintes para estudar com afinco o mercado de strip-tease.

Com informações do R7.com

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