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Universo feminino é tema de três espetáculos em cartaz nos palcos de Porto Alegre

Arquétipos, artistas e escritoras são referências para as montagens promovidas no último final de semana do Porto Verão Alegre

'Hallucination' propõe um mergulho no universo feminino a partir do encontro com a obra de Virginia Woolf
'Hallucination' propõe um mergulho no universo feminino a partir do encontro com a obra de Virginia Woolf Foto : Solomon R. Plaza / Divulgação / CP

Para quem ficar em Porto Alegre, aqui está uma seleção de três espetáculos que trazem questões sobre o universo feminino e podem ser conferidos somente neste final de semana dentro do Porto Verão Alegre. Ingressos no site do PVA.

“Hallucination: vida e obra de Virginia Woolf” ganha performances nesta quinta e sexta-feira, dia 1 e 2 de fevereiro, às 20h, na Casa de Espetáculos (Rua Visconde do Rio Branco, 691). A montagem propõe ao espectador um mergulho no universo feminino a partir do encontro com a obra de Virginia Woolf. Com direção de Desirée Pessoa e interpretação de Luísa Bem Dal Pozzo e Lara Mohana.

Através da evolução da atuação das intérpretes que as diversas facetas da autora homenageada vão se revelando. A complexa relação com a irmã Vanessa é o fio central da narrativa, a qual aborda também a conturbada convivência da artista com o esposo, consigo mesma, com a escrita e, ainda, com as vozes que ouvia nas alucinações constantes, provocadas por severo quadro de depressão.

Em ‘Mulheres atravessadas na garganta’, a atriz Juçara Gaspar evoca personagens reais e fictícias no solo original de seis cenas, em uma performance de manifesto da memória e resistência feminina. As vozes de Sarah Kane, Frida Kahlo, Violeta Parra, Ana Terra, Tianta da Birmânia e Maria Bethânia entrelaçam-se gerando uma dramaturgia. As Apresentações são, no Teatro Oficina Olga Reverber (Praça da Matriz, s/n), de sexta a domingo, dias 2, 3 e 4 de fevereiro, às 19h.

Na montagem ‘Zaze-Zaze, uma Festa pra Vavó”, a companhia UTA conta e canta a história da vida de Vavó, seus percalços e conquistas até seu final, quando se torna uma árvore. A personagem representa o arquétipo da mulher negra brasileira.

No espetáculo, há cenas de memórias de quando Vavó era jovem, conversas com seu marido, cenas ritualísticas e recordações que expõem a condição de vida da mulher negra no Brasil. O espetáculo explora os percalços, os sonhos, as relações familiares, oscilando entre cenas rituais, líricas e cômicas. Somente nesta sexta e sábado, dias 2 e 3 de fevereiro, às 20h, no Zona Cultural (Av. Alberto Bins, 900). Com direção de Gilberto Icle.

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