Até este domingo foram apresentadas duas produções latinas de qualidade, e três brasileiras que mostram algo do cinema atual. Na noite de sábado, foi exibido o primeiro longa latino em competição e que arrancou aplausos no Palácio dos Festivais. “Medianeiras”, de Gustavo Taretto, que só ganha as telas argentinas no dia 12 de setembro, é uma comédia romântica muito bem realizada e que dialoga com o atual universo das comunicações mediadas por tecnologias e com a arquitetura urbana de uma Buenos Aires contemporânea. Originado de um curta metragem do diretor, de 2004, o filme já ganhou cerca de 30 prêmios pelo mundo e tornou-se um longa com temática instigante e envolvente. A produção que trata dos relacionamentos humanos em épocas tecnológicas, num universo em transformação, concorre na festa dos kikitos que acontece no próximo sábado.
O mexicano “A Tiro de Piedra”, com a presença do diretor Sebastián Hiriart, é um retrato pessoal de buscas humanas na figura de um jovem mexicano. O longa “Riscado”, de Gustavo Pizzi, é uma trama com foco na vida de uma atriz. Em “Ponto Final”, o diretor brasileiro Marcelo Taranto foi buscar no Teatro do Absurdo seu mergulho no inconsciente do personagem vivido por Roberto Bontempo, um homem que perde a filha em acidente na cidade. Problemático. Já Lúcia Murat, presa por lutar contra a ditadura militar, viu seu irmão menor ser mandado pelos pais para o exterior e mostrou ontem “Uma Longa Viagem”. Sensível e humano, foi aplaudido em Paulínia e aqui.