O projeto Nivea Viva Tom Jobim faz parte das comemorações dos 50 anos de lançamento do primeiro disco solo do compositor, “The Composer of Desafinado Plays”, produzido nos Estados Unidos. Naquele mesmo ano foi lançado outro álbum-símbolo da Bossa Nova, “Getz/Gilberto featuring Antonio Carlos Jobim”, do instrumentista Stan Getz e João Gilberto, vencedor do Grammy e considerado como um dos mais importantes discos da história da música contemporânea.
A mato-grossense Vanessa da Mata, 37 anos e três filhos adotivos, está entre as mais surpreendentes vozes da novíssima geração da música brasileira e também tem marcado sua carreira pela composição. É dela, por exemplo, e em parceira como Chico César, a canção “A Força que Nunca Seca”, que acabou se transformando em nome do álbum de Maria Bethânia, assim como os hits “Ai, Ai, Ai” e “Boa Sorte/Good Luck”, cantada em duo com Ben Harper.
Agora, a diva de vasta cabeleira e de gestos suaves em cena se debruça sobre a extensa obra do maestro Tom Jobim. “Tentei me transportar para dentro da sala do Tom. Mas, ao mesmo tempo, as músicas ficaram com a minha cara”, afirmou recentemente a cantora para uma revista de uma companhia aérea.
Acompanhada por Eumir Deodato (arranjos e pianos), Alberto Continentino (baixo), Stephane San Juan (bateria), Danilo Andrade (piano), Guilherme Monteiro (violões) e Gustavo Ruiz (guitarra), além de um naipe de cordas, Vanessa escolheu canções como “Fotografia”, “Chovendo na Roseira”, “Caminhos Cruzados”, “Desafinado” e “Samba de uma Nota Só”, da parceria com Newton Mendonça; “Só Danço Samba”, “Eu Sei que Vou te Amar” e “Chega de Saudade”, estas três frutos da parceria com o poeta Vinícius de Moraes, entre outras.