"Mas, por outro lado, se tudo sai à luz, se desaparece toda forma de confidencialidade, de privacidade, não vejo como poderia funcionar um Estado", comentou Vargas Llosa, que recebeu o Nobel de Literatura por uma obra que retrata "as estruturas do poder".
O escritor destacou ainda que é "paradoxal" o fato de que justamente os Estados mais democráticos são os mais vulneráveis a este tipo de “exposição nudista” de todas suas interioridades. "As ditaduras estão preservadas, defendidas ante este risco", afirmou Vargas Llosa.