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Variety divulga melhores álbuns de 2026 (até agora)

Publicação americana lista lançamentos musicais que se destacaram no primeiro semestre do ano

"Paracosm", de Absolutely, está no topo da lista
"Paracosm", de Absolutely, está no topo da lista Foto : Instagram / Reprodução / CP

O primeiro semestre de 2026 foi marcado por uma safra diversificada de lançamentos musicais. Entre retornos aguardados, trilhas sonoras, estreias promissoras e discos que expandiram os limites de diferentes gêneros, não faltaram trabalhos que chamaram a atenção da crítica especializada.

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Pensando nisso, a equipe de música da Variety reuniu seus álbuns favoritos do ano até agora. A publicação ressalta que a seleção representa as escolhas pessoais de seus jornalistas e não pretende ser uma lista definitiva, mas um panorama dos projetos que mais se destacaram até este momento de 2026.

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Melhores álbuns de 2026 (até agora), segundo a "Variety"

  1. Paracosm - Absolutely
  2. Sweet Fortune - Ryan Beatty
  3. Trying Times - James Blake
  4. Wuthering Heights - Charli XCX
  5. Maid of Honour - Drake
  6. Luck... or Something - Hilary Duff
  7. Secret Love - Dry Cleaning
  8. Icon - Brent Faiyaz
  9. Live at Coachella 2026 - Geese
  10. Cerulean - Danny L. Harle
  11. Girlfriend - Grace Ives
  12. Kehlani - Kehlani
  13. Dandelion - Ella Langley
  14. The Boys of Dungeon Lane - Paul McCartney
  15. Sugar - Tift Merritt
  16. Nothing’s About to Happen to Me - Mitski
  17. Middle of Nowhere - Kacey Musgraves
  18. Detour - Kim Petras
  19. Whatever’s Clever! - Charlie Puth
  20. Marcriá - RaiNao
  21. This Album May Contain Hope - Raye
  22. You Seem Pretty Sad for a Girl So in Love - Olivia Rodrigo
  23. Wor$t Girl in America - Slayyyter
  24. U - Underscores

Os destaques da crítica

"Paracosm", de Absolutely

Para o editor Jem Aswad, Paracosm merece atenção própria, mesmo diante do sucesso da irmã de Abby-Lynn Keen, a cantora Raye. O jornalista define o trabalho como "ambicioso, cinematográfico e totalmente realizado", destacando a mistura entre piano, orquestras, música eletrônica e influências barrocas que transformam o disco em uma experiência semelhante a um musical.

"Sweet Fortune", de Ryan Beatty

Na avaliação de Steven J. Horowitz, Ryan Beatty apresenta seu trabalho mais maduro até hoje. O crítico afirma que o cantor transforma a felicidade em combustível criativo e que o álbum revela um artista que finalmente soa plenamente satisfeito, sem abrir mão da vulnerabilidade que marcou seus discos anteriores.

"Trying Times", de James Blake

Também assinado por Jem Aswad, o texto destaca que Trying Times representa um momento de liberdade criativa para James Blake após mudanças importantes em sua carreira. Segundo o jornalista, o álbum reúne todas as facetas musicais do artista e pode ser considerado seu trabalho mais completo até hoje, especialmente pela delicadeza da faixa-título.

"Wuthering Heights", de Charli XCX

Para Ellise Shafer, a trilha sonora criada por Charli XCX para O Morro dos Ventos Uivantes revela uma faceta inédita da cantora. A jornalista elogia o equilíbrio entre orquestrações sombrias e o pop característico da artista, afirmando que o disco continua relevante mesmo meses após o lançamento do filme.

"Maid of Honour", de Drake

Steven J. Horowitz considera que Drake acerta ao abandonar momentaneamente sua postura mais sisuda para investir em um álbum voltado à diversão. Segundo ele, o rapper mostra seu lado mais descontraído e entrega um dos projetos mais leves e dançantes de sua discografia recente.

"Luck... or Something", de Hilary Duff

Na visão de Steven J. Horowitz, Hilary Duff consegue amadurecer artisticamente sem perder sua identidade pop. O jornalista afirma que a cantora troca a grandiosidade pela introspecção e entrega um disco que representa sua definitiva reinvenção após os anos de Disney.

"Secret Love", do Dry Cleaning

Ellise Shafer acredita que o terceiro álbum da banda britânica representa o auge da carreira do grupo. A jornalista destaca a produção de Cate Le Bon e afirma que o disco combina sonoridade vintage e pós-punk contemporâneo com grande precisão.

"Icon", de Brent Faiyaz

Jem Aswad define Brent Faiyaz como um dos principais nomes do R&B atual e afirma que Icon consegue soar inovador sem abandonar as raízes do gênero. Para ele, o álbum reúne influências de Prince, Lauryn Hill e D"Angelo em pouco mais de meia hora de música.

"The Boys of Dungeon Lane", de Paul McCartney

Entre os veteranos, Chris Willman não economiza elogios. O jornalista considera The Boys of Dungeon Lane o melhor álbum já lançado por um astro do rock octogenário e ainda afirma que o projeto pode ser o trabalho mais forte de Paul McCartney neste século.

"You Seem Pretty Sad for a Girl So in Love", de Olivia Rodrigo

Para Chris Willman, Olivia Rodrigo alcança um raro consenso entre público e crítica. O jornalista descreve o álbum como um forte candidato a Álbum do Ano e elogia a combinação entre baladas emocionantes e influências da new wave em um trabalho que considera "100% sincero, 100% engenhoso e 1000% irresistível".

"U", de Underscores

Na avaliação de Ellise Shafer, U representa um salto artístico para April Harper Grey, a Underscores. A jornalista afirma que o álbum une elementos de dubstep e pop dos anos 2000 com refrões acessíveis e acredita que a artista está muito próxima de se tornar uma das próximas grandes revelações da música pop.

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