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Veja os livros disponíveis no Brasil de Han Kang, ganhadora do Nobel de Literatura 2024

Obras são publicadas pela editora Todavia

Prosa poética de Han Kang foi elogiada pela Academia Sueca
Prosa poética de Han Kang foi elogiada pela Academia Sueca Foto : Montagem CP / Editora Todavia / Divulgação

A autora sul-coreana Han Kang venceu o Prêmio Nobel de Literatura 2024, por “sua intensa prosa poética que confronta traumas históricos e expõe a fragilidade da vida humana”, conforme anunciado pela Academia Sueca. O vencedora foi revelado na manhã desta quinta-feira, 10.

“A Vegetariana”, “Atos Humanos” e “O Livro Branco” são os títulos da autora sul-coreana que já ganharam tradução para o português, todos publicados no Brasil pela editora Todavia. Para 2025 está previsto o lançamento do romance “We do Not Part”, pela mesma ainda inédito em inglês. A história parte de um pedido inusitado de uma mulher que, hospitalizada de emergência, pede para a amiga resgatar seu pássaro que ficou para trás, em sua casa, numa ilha na Coreia do Sul. Ela enfrenta uma forte nevasca para, ao chegar ao local, se depara com um dos capítulos tristes e esquecidos da história do país: o massacre de cerca de 30 mil civis.

Conheça os livros disponíveis no Brasil da autora:

  • "A Vegetariana"

(2007) “Eu tive um sonho”, diz Yeonghye, e desse sonho de sangue e escuros bosques nasce uma recusa radical: deixar de comer, cozinhar e servir carne. É o primeiro estágio de um desapego em três atos, um caminho muito particular de transcendência destrutiva que parece infectar todos à sua volta. “A Vegetariana” tem sido apontado como um dos livros mais importantes da ficção contemporânea. Uma história sobre rebelião, tabu, violência e erotismo escrita com a clareza atordoante das melhores e mais aterradoras fábulas. A tradução, diretamente do coreano, restitui o estranhamento do original.

  • “Atos Humanos"

(2021) Em maio de 1980, na cidade sul-coreana Gwangju, o exército reprimiu um levante estudantil, causando milhares de mortes. Entre os sobreviventes está o menino Dongho, de apenas quinze anos, que busca seu melhor amigo em meio às vítimas num ginásio onde os cadáveres estão à espera de reconhecimento. A história desse trágico episódio se desdobra em uma sequência de capítulos conectados à medida que vítimas e enlutados encontram a supressão e a negação do terrível massacre. O evento de trágicas consequências foi transfigurado nesta ficção extraordinária, poética, violenta e repleta de humanidade.

  • “O Livro Branco”

(2023) Em algumas culturas orientais, o branco é a cor do luto. Mas igualmente é a cor que permite a reescritura de nossas próprias histórias. Neste livro, construído a partir de silêncios, pensamentos concentrados e intensa poesia, Han Kang mergulha em uma delicada indagação literária e busca entender, através da descrição de coisas do cotidiano, a dor que sempre sentiu pela ausência de uma irmã que nunca chegou a conhecer. É por meio desse léxico que a narradora avança na releitura de sua própria história. Cada capítulo recebe o nome dessas coisas brancas. E rememoram, por meio de uma prosa habilmente arquitetada, aquilo que Camões definiu como “a grande dor das coisas que passaram”.

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*Com informações do Estadão Conteúdo

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