Apesar de suas três horas de duração, "La vie d'Adèle", que já havia sido vendido para muitos países, principalmente da Europa, atraiu o interesse de outros distribuidores em todo o mundo "graças a crítica favorável" recebida em Cannes, declarou Brahim Chioua, diretor-geral da Wild Bunch.
O filme será distribuído no Canadá, Hong Kong, Coreia, Nova Zelândia, Rússia, e há negociações em curso na Venezuela, Peru, Bolívia, Equador e Argentina, indicou Chioua. A Tunísia, onde Kechiche nasceu, também comprou os direitos do longa-metragem.
O diretor afirmou que os distribuidores no Oriente Médio ainda não viram o filme, que é inspirado no HQ "Le Bleu Est une Couleur Chaude", de Julie Maroh, sobre o amor de uma adolescente e uma artista de cabelo azul. "Os distribuidores de países do Oriente Médio vão assistir ao filme, mas principalmente para exibi-lo em festivais, mais do que nos cinemas", considerou.
Kechiche reconheceu em Cannes que, "provavelmente", receberá pedidos de cortes de cenas de sexo entre as duas mulheres. "Nós vamos estudar estes pedidos", disse Kechiche, lembrando que "são coisas a serem discutidas com os distribuidores estrangeiros".