Verônica e Ney agitam FestBrasilia
Filmes como "Era uma vez eu, Verônica" e "Olho Nu" são dois dos destaques da edição 45 do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, que termina amanhã, com noite de premiação.
Iniciado na última segunda-feira, a 45ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro tem alguns destaques entre os filmes apresentados, num evento que tem tido uma participação intensa de produções pernambucanas. Dois filmes se destacaram entre as diversas exibições, até a manhã deste domingo. Um deles, "Era uma vez eu, Verônica", de Marcelo Gomes, foi exibido na última sexta-feira e teve seu debate na manhã de sábado, com a equipe que produziu o longa pernambucano, ao lado de atores e distribuidores. O filme arrancou aplausos durante vários minutos depois de sua exibição na Sala Villa Lobos do Teatro Nacional de Brasília, onde compete ao Troféu Calango. Apresentado recenteme no festival de Toronto, no Canadá, a filme de Gomes traz questões como afeto, liberdade, maturidada e a vida a apartir dos questionamentos e das vivências da personagem Verônica, vivida pela atriz Hermila Guedes, e pelos parceiros de trama que compõem seu universo pessoal. "O mais difícil foi fazer uma personagem cheia de dúvidas e que não é politicamente correta", comentou o diretor, que disse ter tido trabalho em "transformar Verônica num Batman, sem ser super herói". O lançamento nos cinemas brasileiros ainda não está confirmado, mas poderá ser realizado em novembro deste ano, segundo os distribuidores. Outro destaque do evento deste ano é o longa documentário "Olho Nu", de Joel Pizzini, exibido ontem no Teatro Nacional de Brasília. Durante 90 minutos ganham a tela a imagem, as ideias e a história de vida do cantor Ney Matogrosso. Com resgate de imagens de arquivos VHS, mescladas com arquivos mais recentes e gravações atuais, o filme mostra aspectos pouco conhecidos da vida e da trajetória deste que é um dos maiores artistas da contemporaneidade nacional. Ney esteve na abertura do Festival, mas não pode permanecer, por compromissos de agenda. Ainda na noite de ontem, os curtas metragens "Phantasma" e "Vestido de Laerte", que mesclaram a animação ao relato ficcional de pessoa conhecida, agradaram o público, que acompanhou também uma manifestação política do grupo que realizou o curta metragem "A Ditadura da Especulação", de Zé Furtado. O curta acusa construtora de desapropriar área indígena localizada em Brasília para construção de condomínios. Entre as exibições desta edição do evento cinematográfico, Brasília acompanhou o recente trabalho da diretora gaúcha Liliana Sulzbach, com seu curta metragem "A Cidade". O Festival de Brasília termina na noite desta segunda-feira, dia 24, com a entrega dos troféus Candango, aos vencedores das categorias em competição.