A tela está acompanhada de outras duas de Munch, assim como de litografias. O raro trabalho norueguês foi emprestado ao MoMA pelo comprador, cuja identidade não foi revelada. Especulações indicam o multimilionário americano Leon Black.
Este é o único dos quatro exemplares da obra ainda em mãos de um colecionador particular e o único que está atualmente fora da Noruega, pois uma das versões restantes pertence à galeria nacional de Oslo e outras duas, ao Museu Munch da capital norueguesa. Entre 1893 e 1910, o pintor expressionista Edvard Munch (1863-1944) fez quatro versões de "O Grito", que se tornou, com o passar do tempo, um símbolo universal da angústia.
A segurança do MoMA foi reforçada, embora não exageradamente durante a mostra, apesar dos antecedentes de dois espetaculares roubos de versões da tela nos últimos quinze anos em museus noruegueses. "A instalação fica nas galerias da coleção de pintura e escultura do quinto piso, que já conta com tecnologia considerável", explicoua assessora do museu, Margaret Doyle. "O único elemento adicional para 'O Grito' é a instalação de uma cobertura de plexiglas", destacou.