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Viúva de Sebastião Salgado detalha diagnóstico de leucemia do fotógrafo

Ele recebeu o diagnóstico em março, anos depois de ter contraído malária na Papua, na Indonésia, em 2010

Sebastião Salgado e sua esposa, Lélia Wanick Salgado, são fundadores do Instituto Terra
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Sebastião Salgado e sua esposa, Lélia Wanick Salgado, são fundadores do Instituto Terra @institutoterraoficial Foto : @institutoterraoficial / Reprodução / Instagram / CP

O fotógrafo Sebastião Salgado morreu aos 81 anos na última sexta-feira, 23, em meio a um tratamento contra leucemia. A informação foi confirmada pela viúva de Salgado, Lélia Wanick Salgado, que detalhou o diagnóstico do fotógrafo.

Segundo Lélia, Salgado recebeu o diagnóstico em março, anos depois de ter contraído malária na Papua, na Indonésia, em 2010. Também em março, ele chegou a mencionar que havia sido internado para continuar o tratamento contra malária semanas antes da abertura de uma retrospectiva de sua obra no centro cultural Les Franciscaines, em Deauville, no norte da França.

"[A leucemia] chegou muito severa e não tinha mais jeito, não tinha mais tratamento, não tinha nada”, detalhou Lélia ao programa dominical. Ela afirmou, porém, que a família esperava que o tratamento fosse ser bem-sucedido. O cineasta Juliano Ribeiro Salgado, filho do fotógrafo, disse que acreditava o pai “fosse viver mais uns 15 anos e realizar muitas outras coisas”.

As cinzas de Salgado serão espalhadas pelo Instituto Terra, fundado por ele e por Lélia. A instituição se dedicava à recuperação ambiental do Vale do Rio Doce, em Minas Gerais.

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