Arte & Agenda

Violento e infantil, “Terrifier 3” não repete os anteriores

Terceiro longa da franquia acaba de entrar em cartaz no Brasil

O diretor e roteirista Damien Leone propõe um repeteco do que foi mostrado nos dois capítulos anteriores, usando seu carismático palhaço Art
O diretor e roteirista Damien Leone propõe um repeteco do que foi mostrado nos dois capítulos anteriores, usando seu carismático palhaço Art Foto : YouTube / Reprodução / CP

Desde 2016, a franquia “Terrifier” tem testado o estômago dos espectadores com suas cenas brutais e sanguinolentas. Para o terceiro longa, que acaba de entrar em cartaz no Brasil, o diretor e roteirista Damien Leone propõe um repeteco do que foi mostrado nos dois capítulos anteriores, usando seu carismático palhaço Art (David Howard Thornton) para distrair da trama enfadonha protagonizada por Sienna (Lauren LaVera).

Não é que falte criatividade em “Terrifier 3". Assim como nos dois primeiros longas, as inúmeras mortes mostradas em tela são um atestado da sádica, porém rica, imaginação de Leone. A questão é que o longa nunca chega a chocar tanto quanto seus predecessores, não importa o quão violento Art seja com suas vítimas. Como já se viu nos últimos dois filmes, Art é o único atrativo real de Terrifier 3. Carismático, o vilão arranca risadas com suas mímicas e sua aparente infantilidade, e mesmo seus momentos mais violentos vêm carregados de uma comicidade que remete aos filmes de Charles Chaplin ou Buster Keaton. Empunhando sua já emblemática buzininha, o palhaço domina cada segundo em que está em tela, mas sua ausência é sentida e faz com que cada minuto sem ele se arraste entre os diálogos melancólicos de Sienna e sua família.

Tedioso

O grande problema deste terceiro filme segue sendo o tedioso núcleo das vítimas. Carregada de exposição, a trama demora a engrenar e parece servir apenas para fazer o espectador torcer para que certos personagens encontrem seu fim da maneira mais violenta possível. Neste quesito, pelo menos, “Terrifier 3” entrega exatamente o que promete e não é de se espantar que algumas mortes sejam celebradas quando enfim acontecem. “Terrifier 3” não tem vergonha de ser o que é: um filme violento feito para chocar e, por que não, causar enjoos em espectadores desavisados. Infelizmente, este terceiro capítulo mostra pouca ou nenhuma ambição de superar seus antecessores, contentando-se em causar risadas nervosas e desconforto.

Sim, ele cumpre seu papel de entreter fãs do terror gore, mas sem o mesmo brilho que fez de “Terrifier 2” um sucesso. Mais do mesmo, o filme certamente agradará a quem já gostou dos capítulos anteriores, mas dificilmente conquistará um público novo.

Não que isso importe muito. Afinal, “Terrifier 3" tem dominado as bilheterias norte-americanas, mostrando que, mesmo já batida, a receita sangrenta de Leone ainda é o bastante para levar entusiastas e curiosos às salas de cinema.

*Informações do Estadão Conteúdo

Guia de Programação: a grade dos canais da TV aberta desta segunda-feira, dia 14 de setembro de 2026

As informações são repassadas pelas emissoras de televisão e podem sofrer alteração sem aviso prévio