O Museu de Arte do Rio Grande do Sul (Margs), instituição da Secretaria da Cultura (Sedac), anuncia os últimos dias para visitar as exposições “Paulo Chimendes – A travessia do tempo” e “Acervo em movimento” (versão outubro a janeiro). Com entrada gratuita, as mostras seguem em exibição até domingo, dia 4 de janeiro, no 2º andar expositivo do Museu.
Neste fim de ano, o Margs está com horários especiais de funcionamento e visitação. A instituição funciona normalmente desta sexta-feira, dia 2, a domingo, dia 4, das 10h às 19h (com última entrada às 18h). A seguir, saiba mais sobre as exposições.
“Paulo Chimendes – A travessia do tempo”
Homenagem que celebra a trajetória de Paulo Chimendes (Rosário do Sul/RS, 1953), a exposição oferece um panorama da ampla e diversificada produção desenvolvida pelo artista desde os anos 1970, focalizando alguns dos segmentos mais notabilizados de sua obra. São apresentados mais de 60 trabalhos, em sua maioria provenientes da coleção do próprio artista, junto a itens que integram o Acervo Artístico do Margs.
Chimendes produz desenho, gravura e pintura, pesquisando e explorando questões artísticas e expressivas vinculadas aos processos técnicos e criativos baseados nesses meios e linguagens. Sua obra transita entre a figuração e a abstração, pautando-se por uma reflexão própria acerca da relação com o mundo e o cotidiano, a partir de uma visão social e de caráter crítico sobre a condição do indivíduo frente à sociedade e sobre o universo urbano no contexto da expansão das cidades.
A curadoria é do diretor-curador do Margs, Francisco Dalcol, e da curadora-assistente do Museu, Cristina Barros, dando sequência a um conjunto de exposições monográficas inéditas de artistas que integram o acervo. A exposição também conta com texto de apresentação sobre Chimendes escrito pela artista e amiga Maria Tomaselli.
“Acervo em movimento”
Com curadoria do Núcleo Educativo do Margs, essa nova versão do programa expositivo “Acervo em movimento” traz obras dispostas apenas nas paredes, favorecendo a circulação e o convívio em roda, em um ambiente que convida à troca e à escuta. A configuração propõe ao visitante uma experiência que evoca reflexões sobre a infância e a velhice, o viajar e o transportar-se, a bagagem e a cidade – temas atravessados pelo sincretismo religioso e cultural que cada indivíduo carrega consigo.
Em operação desde 2019 e interrompido pela enchente em maio de 2024, o programa “Acervo em movimento” reestreou em julho deste ano, retomando o modelo de curadoria compartilhada entre as equipes do Margs, o qual marcou o seu início. Desse modo, setores do Museu se alternam como responsáveis pela concepção e organização de cada nova versão.
Com o objetivo de trazer a público o acervo do Margs, a mostra opera segundo uma estratégia expositiva de substituições periódicas das obras em exibição. Desse modo, peças entram e saem da exposição a cada três meses em média, proporcionando uma renovação constante do conjunto exposto. A rotatividade, por sua vez, gera recombinações que procuram propor novas relações, sentidos e chaves de compreensão, oferecendo ao público uma exposição sempre viva e dinâmica, que aposta mais na experiência da descoberta do que na orientação do discurso.