Em meio a um clima de pré-veraneio, com muito sol e espírito de temporada de verão, o júri oficial da edição 2024 do Piriápolis de Película, realizado desde a última sexta-feira no imponente Argentino Hotel, localizado no balneário uruguaio, premiou "Ojalá Pudiera", com direção de Víctor Augusto Mendivil, como Melhor Curta-Metragem.
Formado pela jornalista e produtora uruguaia Myriam Capriles, pelo professor, jornalista e publicitário Wagner Da Rosa Pirez, e pelo crítico de cinema Juan Pablo Cinelli, o júri também concedeu menções honrosas a "En el Andén", de Mateo Garimberti (2024, Argentina); "Lo que no nos Decimos", de Josep M. Pérez Ballano (2023, Espanha); La Culpable, de María Guerra" (2024, Espanha); e "Alzheimer", de Bryan Recalde (2024, Equador). A competição é especificamente entre curtas-metragens, mas o evento apresenta também longas de diferentes países.
Entre os destaques desta 21ª edição do festival, foram exibidos filmes uruguaios esperados com ansiedade pelo público cinéfilo que movimentou as salas de projeção do evento. Uma das produções trouxe homenagem especial pelos 20 anos do longa-metragem “Whisky”, com apresentação de Fernando Epstein e Mirella Pascual. Foram exibidos trechos do making off de vários momentos das gravações do filme que é um dos mais aclamados da produção uruguaia de todos os tempos. Também foi aplaudido “Agarráme Fuerte”, candidato uruguaio ao Oscar 2025, com direção de Ana Guevara e Leticia Jorge.
Do Brasil, “Ainda Somos os Mesmos”, longa-metragem dirigido por Paulo Nascimento, com Carol Castro, Edson Celulari e o ator uruguaio Nestor Guzzini, foi apresentado em pré-estreia inédita no país. Quem apresentou o filme foi Guzzini, referenciando a importância da obra e do trabalho de coprodução, fundamental para a maior realização de trabalhos do gênero.
Além de homenagens especiais, entrevistas e debates, o Piriápolis de Película teve também a presença de representantes do “Cine de las Comunidades de Brasil”, com exibição de curtas-metragens seguido de de conversas com a programadora do Festival de Cine de Xerém, Mónica Trigo; do diretor da Escola Brasileira de Audiovisual (Ebav), Sérgio Assis, e do jovem realizador Bruno Santiago, da Baixa Fluminense.