O premiado álbum “Foi no Mês que Vem”, vencedor de cinco categorias do Prêmio Açorianos de Música 2013, inclusive o de Álbum do Ano, que é repleto de participações especiais, de orquestra a nomes como Milton Nascimento e Ney Matogrosso, será apresentado num formato diferente desta vez. Vitor Ramil, em voz e violão, receberá no palco do TSP três convidados especiais: o violonista argentino Carlos Moscardini, que também foi parceiro de Vitor no excelente álbum “Délibáb”; o percussionista carioca Marcos Suzano, com quem Vitor gravou o disco “Satolep Sambatown”; e o filho Ian Ramil, que acaba de lançar seu primeiro trabalho e vem se destacando dentro da nova geração de compositores gaúchos.
“O Moscardini, quando ouvi o primeiro disco dele, logo saquei que ia rolar algo. Em função de como ele construía o acordes, o som que saía. Não adiantaria pra mim trabalhar com um velocista. Além de tocar muito, é um compositor maravilhoso. Ele e é um cara de muito bom senso. Talvez ele participe do próximo disco em uma ou duas músicas”, disse Ramil em recente entrevista. Moscardini vai acompanhar Vitor Ramil nas canções “Deixando o Pago”, “Ramilonga” e “Tango da Independência”. Suzano empresta sua batucada em “Joquim”, “Viajei”, “Neve de Papel”, “Livro Aberto”, “Grama Verde” e “Não É Céu”, estas duas também ao lado de Moscardini. Já Ian divide com o pai a canção “Passageiro”, que está registrada no disco.
O show deste final de semana praticamente encerra o ciclo de “Foi no Mês que Vem”. Vitor Ramil está de passagem comprada para uma temporada de, pelo menos, seis meses em Barcelona. Tem show marcado em Lisboa em outubro, mas também estará pesquisando para seu próximo livro e decidindo que caminho tomará o novo disco. “Eu ia começar a gravar o novo disco antes de ir pra Espanha, mas tenho tanta música nova que fico me perguntando que tipo de disco vou fazer”, conclui.