Divulgando o seu primeiro álbum solo, "Alive", lançado em julho de 2010, Ed promete mais da metade do show com músicas do Live, como "I Alone", "Lightning Crashes, "Selling the Drama", "Dolphin’s Cry", "Heaven" e "All Over You", recheado com algumas músicas do álbum solo, como "Grace", "The Great Beyond" e "Lakini´s Juice".
Em entrevista exclusiva ao Correio do Povo, Ed disse que quer mostrar a energia da sua carreira solo, acompanhado de grandes músicos em um show com muitas canções do Live. Pelo set list dos mais recentes shows nos Estados Unidos são 16 músicas, nove do Live e sete da carreira solo. No show, Ed estará acompanhado do guitarrista James Gabbie, do baixista Chris Heerlein e do baterista indiano radicado nos Estados Unidos, Ramy Antoun.
Correio do Povo - O que você preparou para este show em Porto Alegre?
Ed Kowalczyk - Primeiro de tudo, quero que o público de Porto Alegre veja a gente tocando uma representação meu novo trabalho, das músicas do álbum solo "Alive", que já haviam sido escritas desde os tempos de Live e possam assistir eu e a banda que me acompanha tocando muitas músicas do Live. Vou mostrar a energia da minha carreira solo com as músicas do Live que fizeram a carreira de mais de 20 anos do Live.
CP - Como você define o álbum "Alive"?
Ed - Neste álbum, está toda a paixão e a energia, o melhor do meu trabalho. O álbum tem uma dinâmica, fala da fé, do amor, meu vocal procurando se aprimorar. Temos músicas como o single "Grace", que trabalha com um tema cristão, católico, que tiveram ótima receptividade junto ao público e à crítica. Mostra a minha busca pela evolução musical.
CP - O que você pode falar sobre a sua saída do Live? Existe uma história contada pelo Chad Taylor (guitarrista do Live) de que você teria pedido um bônus de 100 mil euros por um show do Live em um festival da Holanda?
Ed - Não gosto de falar disso. Prefiro me centrar na carreira solo. Eu decidi seguir em frente, mudar de ares, reencontrar minha inspiração e tudo o que se disse sobre a minha saída não tem a ver com a verdade.
CP - Gostaria que você falasse sobre sua origem polonesa.
Ed - Não tem influência na minha música. O máximo de polonês que eu tenho é o meu sobrenome, que tem a ver com quatro gerações anteriores. Minha já está há muito tempo na América. Nasci em York, na Pensilvânia, e a minha música tem muito a ver com as minhas referências da América.
CP - E do Brasil e de Porto Alegre, você conhece algo dos lugares onde você vai tocar, a música, os músicos, compositores etc?
Ed - No Rio de Janeiro, já estive três vezes. Em Porto Alegre, é minha primeira vez. Sempre que venho ao Brasil busco inspiração para a minha música. A música brasileira é muito rica, mas estou trabalhando duro nos shows, na divulgação do novo álbum e não tive tempo de conhecer muito o que está sendo feito atualmente no Brasil. O que eu espero é pegar um pouco desta incrível energia dos shows no Brasil, que eu conheço dos tempos do Live, e utilizar na minha música.