Em coletiva de imprensa no final da tarde desta sexta, Carvalho abordou a trajetória como diretor de fotografia e a transição para a direção de cinema. “Foi uma inconsequência”, brincou. Segundo ele, o medo foi o que o motivou a atuar como diretor de cinema. “Quando comecei como fotógrafo de cinema, não imaginava que seria diretor. Não fui para a fotografia com a intenção de dirigir. Sou um fotógrafo de cinema que dirige, mas não abro mão de ser fotógrafo”, afirmou.
Com longas marcantes no cinema brasileiro, como "Central do Brasil" e "Lavoura Arcaica", Carvalho observa que a tecnologia democratizou, mas banalizou o ofício épico do cinema. “Estamos perdendo a noção do que é fazer cinema”, alertou. Sobre projetos futuros, ele diz que pretende propor uma reflexão sobre cinema com o trabalho intitulado de “Um Filme de Cinema”.