As rodas eram organizadas, ainda nos anos 70, pelo saudoso Carlinhos Hartlieb, que morreu em 1984, em circunstâncias ainda pouco esclarecidas. E Wander, embora nunca tenha ido a esses eventos, assistiu a muitos dos artistas que ali passaram, como Nelson Coelho de Castro, Bebeto Alves e o próprio Carlinhos. "A ideia é recuperar e sentir a energia daquele espaço, como era na época. Também será a oportunidade de saber de onde vem o folk de Wander, e não apenas o punk e o brega, como sou conhecido", diz o cantor e compositor.
O show terá vários momentos, mas com a base de voz e violão de Wander, ora dividindo o palco com o parceiro Jimi Joe e ora com a banda, ainda formada por Milton Sting (baixo) e Marcelo Scherer (bateria). No repertório, as músicas de "Caminando y Cantando", como "A Palo Seco", de Belchior; "Puertas y Puertos", parceria com o músico uruguaio Santiago Guidotti; "Amor e Morte", uma releitura de Julio Reny; e "Clo", gravada pelo seminal grupo Os Almôndegas.