O mais autêntico punk de Wander Wildner, absolutamente raiz do rock gaúcho dos anos 80 com o Replicantes, foi se aperfeiçoando em direção ao brega. Há cinco anos radicado em São Paulo, Wander está de volta ao Estado esta semana, depois de se aventurar em "una gira" por palcos argentinos ao lado do amigo Flu. Lá foi convidado de Arthur de Faria para participar do concerto "En Portuñol", no Café Vinilo, junto com Adriana Deffenti e o portenho Omar Gianmarco.
Para quem ainda não teve a chance de assisti-lo em show no Zelig, que estava previsto para quinta à noite, Wander está tocando junto com alguns Comancheros pelo interior do Estado e de Santa Catarina durante todo o mês, dando seguimento à turnê de seu primeiro DVD solo "Aventuras de um Punkbrega".
O show deste sábado tem início previsto para as 22h, no Cult Café, em Rolante, localizado ao lado da Biblioteca Municipal da cidade serrana. "O DVD marca o fim da era "punkbrega". Estou agora com o pé na estrada, pela aventura, por novas composições, mais como um bardo trovador", explica o ex-replicante Wander.
E estrada não vai faltar neste abril, Wander toca ainda em Concórdia (dia 9), no Velvet Bar, em Passo Fundo (dia 10), em Chapecó (dia 11), Caxias do Sul (dia 13), Santa Cruz do Sul (dia 14), Montenegro (15), São Leopoldo (17) e Gravataí, no Teatro do Sesc (dia 18). Em maio, Wander vai para a Europa para, no mínimo, três meses de shows e aculturação.
No show de hoje, Wander estará na voz, violão e guitarra, acompanhado do luxuoso da lenda Jimi Joe na guitarra. "Nos shows em lugares como Zelig ou Ocidente, que são a minha casa, eu boto as músicas Lado B. No Cult Café, em Rolante, onde nunca toquei, vou interpretar as confirmadas "Bebendo Vinho", "Eu Não Consigo Ser Alegre o Tempo Inteiro" e "Eu Tenho uma Camiseta Escrita Eu Te Amo", sentindo a energia da noite para incluir uma ou outra música", ressalta.
Outras músicas também são presença constante no repertório e devem figurar na lista da noite, como "La Canción Inesperada", "No Ritmo da Vida" e "Rodando El Mundo", além de algumas versões de músicas do Replicantes. Segundo o músico, estas três músicas representam um pouco desta fase de transição da carreira. "Estes cinco anos em São Paulo, eu quase não compus músicas novas. Agora, eu estava em Buenos Aires e, de repente, já tinha três melodias novas. Senti de novo a música brotando e a estrada está me dando isto."
Wander conta que a mudança de rumo do "punkbrega" para o bardo estradeiro se deu pela constatação de que o amor não precisa ser acompanhado pelo sofrimento. "O amor é incondicional, é algo maior que a gente sente pelos amigos, familiares", finaliza.
Wander Wildner volta a se apresentar no Estado
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