Deprimido devido à morte de seu grande amor, Jean Grey (Famke Janssen), Wolverine, um mutante ranzinza que tem garras metálicas e o dom de se regenerar eternamente, vive como um ermitão. Procurado por um homem que teve sua vida salva por ele décadas atrás - na explosão de uma bomba atômica no Japão -, Wolverine viaja ao Oriente para vê-lo. Lá se envolve em uma trama em que irá enfrentar ninjas e a máfia Yakuza. Acaba também protegendo a vida de Mariko (Tao Okamoto), neta do magnata japonês e anfitrião, alvo de criminosos.
Surge um “clima” entre ambos: a selvageria de Wolverine e a delicadeza de Mariko fazem lembrar um pouco o clássico “A Bela e a Fera” em versão adulta. Mas por um veneno recebido de Víbora, a vilã interpretada pela russa Svetlana Khodchenkova, Wolverine se verá destituído de seus poderes. No mais, são 126 minutos de lutas e cenas de ação espetaculares, conduzidas por um roteiro sem excessos para o gênero. O diretor optou por fazer um filme mais adulto, na contramão da infantilização de recentes exemplares de super-heróis. Por outro lado, a personagem de Yukio (Rila Fukushima) parece ter saído direto de um animê e deve agradar aos fãs de games com a sua destreza em artes marciais.
O ator Hugh Jackman fez uma dieta restrita e malhou o que pôde para exibir a ótima forma que deve agradar ao público feminino, em especial quando ele toma um banho de ofurô e nas muitas cenas sem camisa. E espere o final dos créditos, porque há uma cena surpresa que envolve outros personagens da franquia “X-Men”.
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