“Xadalu e o Jaguaretê” ganha apresentação dentro da sexta edição oficial do Festival Pan Amazônico de Cinema, nesta quinta-feira, das 18h até as 24h, na plataforma de exibição on-line do festival. Este é o segundo documentário de Tiago Bortolini de Castro e tem como protagonistas o artista visual urbano Xadalu Tupã Jekupé e o cineasta da etnia Mbya Guarani Ariel Kuaray Ortega.
O filme acompanha o intercâmbio entre os dois artistas por um ano. Xadalu parte para território guarani na fronteira entre Brasil e Argentina, onde é guiado por Ariel. Enquanto viajam por aldeias isoladas, Xadalu tenta transformar em forma de arte as vivências que tem. Após esse período, Xadalu viaja disseminando e apresentando o seu trabalho por várias cidades. Ariel o acompanha nessa trajetória, filmando por onde passam. Dessa vez é Xadalu quem guia Ariel a conhecer um mundo novo: o da arte de rua. Unidos na mesma luta pela causa indígena, eles cruzam por lugares, enquanto a relação se transforma.
Xadalu é o artista criador do rostinho de indiozinho que aparece colado em formas de adesivos e cartazes por toda a cidade de Porto Alegre. Sua forma de arte é a sticker art e seu trabalho se encontra disseminado nas ruas de mais de 60 países.
Ariel, que além de personagem é co-diretor do filme, reside na Terra Indígena Tekoà Koenju, localizada em São Miguel das Missões (RS). Seus filmes já conquistaram prêmios e foram exibidos em diversos países. Ele é um dos principais representantes da geração de cineastas indígenas surgidos através do projeto “Vídeo nas Aldeias”.
O filme conta com filmagens no Brasil, Argentina, Itália, França e Alemanha, sendo a produção da Pitanga Filmes e Zeppelin Filmes, com distribuição da Panda Filmes. O projeto foi contemplado pelo Edital Sedac pelo “RS Polo Audiovisual – produção em longa-metragem” Prócultura RS FAC.