“Todos os festivais brasileiros enfrentam reduções em seus orçamentos, não só o Em Cena. O esforço da equipe foi gigantesco. Batemos em muitas portas. Todos amam o festival e todos os que declinaram participação sentem muito. A prefeitura também enfrenta turbulências econômicas e um esforço gigante para adequar suas despesas e receitas”, disse o diretor sobre o evento. Na grade, ele destaca a impactante “Sobre o Conceito da Face no Filho de Deus”; “Esta Criança”, espetáculo brasileiro mais premiado em 2012, com Renata Sorrah, em sua primeira vez no festival; e “Dez Mil Seres”, dança com um grupo de bailarinos portadores de deficiência, que considera “engasgante”, entre muitas outras opções, para todos os gostos.
Acompanhada de João Bani (percussão), Zeppa Souza e Pedro Braga (violões), Zezé Motta em “Negra Melodia”, do CD homônimo de 2011, homenageia os ícones da MPB Luiz Melodia e Jards Macalé, de quem foi porta-voz, dos anos 1970 para 80. “Magrelinha”, “Dores de Amores”, “Estácio Holly Estácio”, “Muito Prazer, Zezé”, “Senhora Liberdade” e “Rita Baiana” são algumas canções do repertório. A artista de 68 anos estreou como atriz em 1967, no espetáculo “Roda Viva”, de Chico Buarque, e na música em 1971, em casas noturnas paulistas. Alçou o estrelato ao protagonizar o filme “Xica da Silva”, sendo considerada uma das mais importantes atrizes negras do Brasil, sempre defendendo a causa dos artistas negros.