O show, além de apresentar as novas canções, faz também uma retrospectiva de seus sucessos, ao interpretar “Senza una Donna (Without a Woman)”, “Diamante”, “Diavolo in Me” e “You are so Beautiful”. Adelmo Fornaciari nasceu em Roncocesi, província de Reggio Emilia, Itália, no dia 25 de setembro de 1955. Na década de 70, formou seus primeiros grupos de rhythm ‘n blues na década de 1970: “I Duca” e “Le Nuove Luci”, utilizando sempre o nome de Zucchero.
Em 1983, lançou seu primeiro álbum "Un po’ di Zucchero". De lá para cá, até “Chocabeck” foram 13 álbuns, fora compilações e parcerias. Em 1989, seu disco “Oro, Incenso & Birra” se tornou o álbum mais vendido na história da música italiana, com participações de Eric Clapton e James Taylor.
Em entrevista ao Correio do Povo, Zucchero fala do disco “Chocabeck”, do show, do amor pelo Brasil e dos músicos da nova geração que têm ouvido, como Coldplay e Adele.
Correio do Povo – Você tem mais de 40 anos de Estrada e já tratou de todos os temas possíveis. Que mensagem você quer passar com este disco “Chocabeck”?
Zucchero – Eu estava viajando durante um longo tempo e quando fui para a minha fazenda na Toscana, levei um tempo para refletir e rememorar o tempo em que era jovem. As canções neste álbum, seguem um dia na vida de uma aldeia imaginária, como a aldeia que vivi quando era criança. Recordando, vi que era um tempo simples, onde todos conheciam uns aos outros. Era uma verdadeira comunidade e gostávamos muito dos nossos vizinhos. Penso que com “Chocabeck” estou comunicando um jeito de viver – cada canção é uma memória de um tempo e lugar. Penso que é um álbum muito tradicional e que cada canção se move naturalmente para a seguinte.
CP – Fale-nos um pouco sobre o show?
Zucchero – O meu show consiste em apresentar as novas e as antigas canções. Ele começa suavemente e vai sendo construído até que todo o público brasileiro possa me ouvir cantando, com o público cantando junto, espero. Será definitivamente uma festa!
CP – O que você pode falar do Brasil?
Zucchero – Eu amo o Brasil! É um país maravilhoso, com gente tão fantástica! Todo mundo é tão vivo, tão cheio de vida! Há muito do Brasil que se parece com a Itália, como o amor pelo futebol e, é claro, a grande gastronomia e o vinho. Estou fazendo três shows, mas lamento que eu não possa ficar um pouco mais de tempo, ver mais lugares e encontrar muito mais gente.
CP – O que você está ouvindo, algo de música brasileira?
Zucchero – Eu não estou tão familiarizado com a música brasileira e infelizmente eu não tenho tanto tempo para ouvir novas músicas ou grupos. Eu escuto tanto a música romântica como o rock´n´roll, depende muito do meu humor (e com quem eu estou!), mas sempre estou escutando algo. Atualmente, eu tenho ouvido Coldplay e Adele.