O que é uma casa bem vivida? Muitas vezes, pensamos que uma boa casa precisa estar repleta de tendências na decoração. Aquela que dispõe de vários tapetes importados, quadros conceituais e móveis planejados e renomados. Por mais que esses itens clássicos de decoração possam complementar o visual do ambiente, o que o torna de fato um lar é a importância e o sentido real daqueles elementos para quem vive ali.
Casa bem vivida é o novo conceito da marca Electrolux, que, em parceria com a CASACOR RS, convidou o fotógrafo e apresentador Lufe Gomes para um talk especial sobre arquitetura afetiva. Quem estava ali para ouvi-lo, em sua maioria, já conhecia suas considerações sobre lares que não seguem regras, mas contam histórias.
A conversa propôs um olhar mais íntimo e menos idealizado sobre o ato de habitar. Com passagens por algumas das principais publicações do segmento, como Casa Vogue e Casa e Jardim, e autor dos livros Onde Vive Você (2017, livro de fotografia), Café com Lufe (2020) e Espiral de Mudanças (2021), Lufe compartilha com mais de 1 milhão de inscritos no Youtube registros de como pessoas vivem em suas casas ao redor do mundo. Mais do que os detalhes estéticos, o que importa para ele é o motivo de cada coisa estar onde está.
Além de optar por elementos harmônicos, Lufe acredita que o arquiteto e decorador trabalham quase como terapeutas, extraindo do cliente aquilo que ele ainda nem sabe que deseja para sua casa. Com o fácil acesso a infinitas referências na palma da mão, é comum salvar fotos que não se parecem entre si. Daí a importância do profissional com olhar e escuta apurados para traduzir os sonhos de quem vai morar ali.
Para a Electrolux, a vida tem dias e dias. Por isso, a casa precisa acompanhar todas as nuances da rotina de seus moradores. Entre uma cadeira que agora ocupa o espaço perfeito para receber o sol da tarde enquanto o morador acaricia seu gatinho, ou até mesmo um quadro no banheiro que remete à infância de quem passa diariamente por ali, a casa bem vivida se faz presente nos detalhes e pequenas escolhas que impactam o cotidiano.
Quantas vezes você já olhou para os brinquedos do seu filho esparramados no chão da sala e disse a ele para tirar “toda aquela bagunça dali” porque a visita estava chegando? Lufe chama atenção para essa integração dos pequenos com o lar em que vivem. As crianças, moradoras da casa como todos os outros integrantes da família, merecem fazer parte da construção dos ambientes. Não se trata de dar a eles poder total sobre as decisões, mas de incluí-las no planejamento.
E esse plano de decoração deve considerar também outros detalhes da vivência na casa, até mesmo os momentos de desordem. Lufe criou uma linguagem própria para falar sobre o ato de morar com autenticidade e acredita que espaços que permitam a reconexão com o ambiente e o propósito da casa sejam essenciais para rotinas mais tranquilas.
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Criador do projeto Life by Lufe, que há mais de uma década documenta casas reais no Brasil e no mundo, tornou-se referência por revelar, com sensibilidade, a beleza e o poder da autenticidade nos espaços habitados. Seu trabalho vai além da estética: é identidade, afeto e narrativa.
Em contraste com o ideal de lar para Lufe, muitas casas exibem decorações impecáveis, seguem à risca tendências de revistas ou do que está viral nas redes sociais, mas sem dizer nada sobre quem mora ali. Quando a decoração ignora a vida dos moradores, o resultado pode até ser um cenário bonito, mas é vazio. Já uma casa bem vivida não precisa ser perfeita: ela precisa apenas ser real.
*Sob supervisão de Brenda Fernández
