Laysa Peixoto, jovem mineira que viralizou nas redes sociais ao afirmar que seria a primeira mulher brasileira a ir ao espaço, não é funcionária da Nasa, tampouco está entre os candidatos oficiais a astronauta da agência, segundo nota enviada pela própria Nasa à CNN Brasil.
Segundo o texto, Laysa "não é funcionária da Nasa, líder de pesquisas ou candidata a astronauta". "O Programa L'Space é um workshop para estudantes - não é um estágio da Nasa ou trabalho na agência. Seria inapropriado reivindicar a afiliação à Nasa como parte dessa oportunidade", de acordo com o comunicado.
A suposta conquista de Laysa foi amplamente compartilhada em perfis no Instagram, TikTok e LinkedIn, onde ela dizia representar o Brasil em uma nova era da exploração espacial, incluindo futuras missões à Lua e Marte. Também alegava ter iniciado sua trajetória aos 19 anos liderando pesquisas na Nasa e dizia estar confirmada para integrar a turma de 2025 de um programa de treinamento espacial.
UFMG também contesta versão acadêmica
As alegações de Laysa não se restringiam à área espacial. Ela também dizia ser formada em Física pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e participante ativa do Observatório Astronômico da instituição. No entanto, em nota oficial, a universidade informou que Laysa foi desligada do curso por não realizar matrícula no segundo semestre letivo de 2023. Segundo a assessoria da UFMG, a jovem cursou as disciplinas regulares entre 2021 e 2022, mas trancou o curso em 2023/1 e não efetuou matrícula no semestre seguinte, sendo automaticamente desligada.
Declarações geram questionamentos
A trajetória anunciada por Laysa nas redes sociais incluía menções a prêmios acadêmicos, palestras internacionais e parcerias com entidades como a ONU. Nenhuma dessas afirmações pôde ser confirmada até o momento. O Correio do Povo tentou contato com Laysa Peixoto através de seu perfil no Instagram, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.
