Grupo de extensão da USP oferece bolsas para curso que ensina mulheres a programar do zero

Iniciativa promove acesso gratuito a formação online voltada a iniciantes em tecnologia; inscrições estão abertas até dia 12 de novembro

Com vagas limitadas, iniciativa busca reduzir desigualdades e criar caminhos para quem quer ingressar na tecnologia
Com vagas limitadas, iniciativa busca reduzir desigualdades e criar caminhos para quem quer ingressar na tecnologia Foto : Freepik / CP

Aprender a programar do zero, criar uma primeira página na web e ainda ter apoio de uma comunidade que incentiva a presença feminina na tecnologia. Essa é a proposta do grupo de extensão Code.laces, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, que está oferecendo 60 bolsas integrais para o curso Front-End: Minha Primeira Página Web.

A formação é promovida pela PrograMaria, uma iniciativa que há dez anos transforma o mercado para que mais mulheres e outras pessoas de gêneros minorizados ocupem seus espaços na tecnologia.

👉 As inscrições para o processo seletivo das bolsas seguem até dia 12 de novembro e podem ser realizadas neste link.

A oportunidade é voltada para mulheres (cis ou trans), homens trans e pessoas não-binárias, independentemente da idade, formação acadêmica ou experiência prévia em programação. Totalmente online e com aulas assíncronas, o curso começa no dia 27 de novembro e ficará disponível por 60 dias, ou seja, até 26 de janeiro de 2026.

Ao final, cada pessoa desenvolverá um projeto real para portfólio. Quem concluir a formação dentro do prazo estipulado receberá um certificado de 15 horas.

Durante as aulas, as participantes aprenderão os fundamentos de desenvolvimento web utilizando três linguagens fundamentais: HTML, para estruturar a página; CSS, para definir o visual; JavaScript, para adicionar interatividade.

Como será a seleção

Segundo a presidente do Code.laces, Amanda Kasat Baltor, que é aluna de Ciências de Computação do ICMC, haverá um processo seletivo interno para decidir quem receberá as bolsas. Os critérios seguem diretrizes de interseccionalidade acordadas com a PrograMaria. Serão priorizadas:

mulheres negras (mínimo de 30% das bolsas);

pelo menos duas pessoas trans ou não-binárias;

mulheres mães ou responsáveis legais;

membros do Code.laces.

Como as vagas são limitadas, a ordem de inscrição também será considerada. Após a seleção interna, as pessoas contempladas serão encaminhadas para a inscrição oficial na plataforma da PrograMaria.

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O Code.laces foi criado no ICMC em 2018 e é coordenado pela professora Sarita Mazzini Bruschi. O grupo surgiu com o intuito de discutir a falta de representatividade feminina nas áreas de ciências e tecnologia e sua repercussão dentro e fora do meio universitário. O grupo promove encontros, debates e ações de acolhimento, além de incentivar a permanência e o ingresso de mais mulheres nesses campos.

“Mesmo com avanços, ainda somos minoria nos cursos e no mercado de trabalho em TI. Então, essa parceria com a PrograMaria é uma oportunidade de capacitação técnica que pode abrir portas para o mercado e também para quem deseja continuar aprendendo sobre programação na universidade”, conclui a presidente do Code.laces.