Tem coisa que a gente nem percebe que virou tendência novamente — até começar a enxergar por toda parte. Foi mais ou menos o que aconteceu comigo com a francesinha. Comecei a reparar nas pontinhas brancas aparecendo cada vez mais: nas mãos das mulheres que cruzo, nas referências de beleza e, claro, nas minhas próprias unhas.
Mas será que dá para falar em “volta” quando estamos diante de um clássico que nunca foi embora?
A francesinha atravessou décadas, sobreviveu a todas as febres de nail art e continuou ali. O que mudou foi a forma de usá-la. Depois de temporadas dominadas por versões fininhas e extremamente delicadas, uma francesinha mais marcante começa novamente a ganhar espaço — e confesso: sou completamente adepta.
A versão que mais tem me conquistado traz a ponta branca mais grossa, especialmente combinada às unhas amendoadas. E ela tem nome: deep French.
Na deep French, a tradicional pontinha branca ganha proporções maiores. A chamada smile line começa mais abaixo, fazendo com que o branco ocupe uma área bem maior da unha. O resultado continua elegante e clássico, mas ganha mais personalidade e aquele quê retrô das manicures dos anos 1990 e início dos 2000.
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Uma das minhas grandes inspirações para aderir à versão mais marcante foi Maddy Perez, personagem de Alexa Demie em "Euphoria". Desde as primeiras temporadas, as unhas fazem parte da construção visual da personagem — e não por acaso. Alexa teve participação importante para que a nail art ganhasse espaço na estética da série. Nesta nova fase, Maddy também apareceu com unhas longas e uma francesinha bem marcada, reforçando justamente essa estética que tanto gosto.
E ela não está sozinha. Kylie Jenner também ajudou a colocar os holofotes novamente sobre a versão mais grossa da francesinha ao aparecer com a chamada “deep "90s French”. Criada pela nail artist Zola Ganzorigt a partir de uma referência de 1997, a manicure combina base rosada, pontas brancas largas e unhas amendoadas — uma releitura atual de uma estética que marcou outra geração.
Talvez seja justamente aí que esteja o segredo dessa nova fase: a francesinha deixou de ter uma única personalidade. Ela pode aparecer micro e minimalista, quase imperceptível; mais larga e assumidamente retrô na deep French; em unhas quadradas, amendoadas ou stiletto; com a tradicional combinação de base nude e ponta branca ou reinterpretada com cores, brilhos e desenhos.
Mas, entre tantas possibilidades, sigo fiel à minha favorita: unha amendoada, base natural e uma francesinha branca mais grossinha. Acho feminina, sexy e elegante ao mesmo tempo — e combina praticamente com tudo.
Depois de tantas temporadas em que nail arts elaboradas disputaram espaço nas nossas mãos, talvez seja natural que um desenho tão reconhecível volte a aparecer com tanta força. A diferença é que agora não precisamos escolher entre o clássico e o moderno. A francesinha consegue ser os dois!
Luise Menick é formada em Relações Públicas e iniciou seus trabalhos com maquiagem em 2016, ao realizar um curso profissionalizante com o makeup artist Danilo Aranha, treinador da MAC Cosmetics. Trabalha com maquiagem social, editorial e publicitária.
