Com a chegada do verão e o aumento das temperaturas, a pele costuma ser uma das primeiras a sentir os efeitos do calor, da exposição solar intensa e das mudanças bruscas de ambiente. Ressecamento, vermelhidão, oleosidade fora do normal e surgimento de manchas são sinais de que a rotina de cuidados precisa ser reforçada para evitar danos que podem ir além da estética.
Segundo a dermatologista Vanessa Perusso, parceira da Helioderm e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, o verão exige ajustes simples, mas constantes. “A pele é o maior órgão do corpo e responde rapidamente às agressões do ambiente. Quando está sensibilizada, ela deixa sinais claros de que precisa de mais atenção”, explica.
Manchas e vermelhidão são os primeiros alertas
Áreas mais expostas ao sol, como rosto, nuca, ombros e braços, costumam apresentar os primeiros sinais de sobrecarga. Manchas escuras, vermelhidão persistente e até queimaduras solares indicam falhas na proteção. Além do impacto estético, a dermatologista alerta para riscos mais sérios.
“A exposição solar sem proteção adequada pode evoluir para problemas graves, como o câncer de pele. E, quando manchas como o melasma se instalam, o tratamento costuma ser longo e delicado”, afirma. Por isso, o uso diário de protetor solar é indispensável, mesmo em atividades rotineiras, como ir ao trabalho.
A recomendação é optar por produtos com FPS mínimo de 50, incluindo versões específicas para o rosto, que é mais sensível. Em situações de exposição prolongada, como praia ou piscina, FPS mais altos, como 70, oferecem uma margem maior de proteção.
Ressecamento também acontece no calor
Embora muita gente associe pele ressecada ao inverno, o problema é comum no verão. Sensação de repuxamento, descamação e aspecto esbranquiçado indicam perda de água e comprometimento da barreira cutânea.
“O ressecamento é um sinal de alerta. Ele mostra que a pele está desprotegida e precisa de hidratação associada à proteção solar, já que o sol também contribui para a perda de água”, explica Vanessa.
Além do uso de hidratantes, a especialista reforça que a ingestão adequada de água e uma alimentação rica em nutrientes fazem parte do cuidado. Produtos multifuncionais, que combinam hidratação e proteção solar, ajudam a simplificar a rotina e aumentam a adesão ao hábito diário.
Oleosidade em excesso pode ser efeito rebote
Com o aumento da temperatura, a produção de oleosidade também cresce. A reação mais comum é lavar o rosto várias vezes ao dia ou abandonar o protetor solar por medo da textura pesada — atitudes que podem piorar o quadro.
“Lavagens excessivas e produtos agressivos estimulam o efeito rebote, fazendo a pele produzir ainda mais oleosidade”, alerta a dermatologista. A orientação é escolher protetores solares oil free, com toque seco e fórmulas adequadas para pele oleosa ou acneica.
- Make de Natal e Réveillon: tendências do fim de ano
- Descubra os lançamentos de beleza que fecham 2025 com chave de ouro
- O que usar no Ano-Novo: cores do Réveillon segundo as tendências 2026
Como escolher o protetor solar ideal para cada tipo de pele
Escolher o protetor certo vai além do FPS. A coordenadora dos cursos de Farmácia e Biomedicina da Anhanguera, Rachel Jones, explica que textura, tipo de filtro e ativos complementares influenciam diretamente no conforto e na eficácia do produto.
- Pele oleosa: fórmulas oil free, com textura gel, fluida ou gel-creme ajudam a controlar o brilho e evitam obstrução dos poros.
- Pele seca: protetores em creme ou loção, com ativos hidratantes como ácido hialurônico, ceramidas e glicerina, ajudam a restaurar a barreira cutânea.
- Pele sensível: filtros físicos ou minerais, à base de óxido de zinco e dióxido de titânio, oferecem menor risco de irritação.
- Pele com manchas ou melasma: versões com cor são indicadas, pois protegem também contra a luz visível, presente em telas e ambientes internos.
- Pele acneica: produtos não comedogênicos e com ativos calmantes auxiliam no controle da inflamação.
- Pele madura: FPS alto, antioxidantes e textura mais nutritiva ajudam a proteger e tratar ao mesmo tempo.
FPS 30, 50 ou 70: qual usar?
De acordo com Rachel, o FPS deve ser escolhido conforme o perfil da pele e o nível de exposição:
- FPS 30: adequado para o dia a dia, filtra cerca de 97% dos raios UVB.
- FPS 50: aumenta a proteção para aproximadamente 98%.
- FPS 70 ou mais: indicado para peles muito claras, com manchas, histórico de câncer de pele ou exposição solar intensa e prolongada.
