Moda circular cresce 10% ao ano e deve liderar consumo até 2030

Estudo indica que o consumo de produtos "second hand", especialmente roupas, deve ultrapassar o fast fashion nos próximos anos

Geração Z e millennials são os principais grupos que têm mudado hábitos de consumo
Geração Z e millennials são os principais grupos que têm mudado hábitos de consumo Foto : Freepik / Divulgação / CP

O movimento second hand deixou de ser apenas uma alternativa de economia para se tornar um estilo de vida. Segundo relatório do Boston Consulting Group (BCG), divulgado no fim do ano passado, a opção por produtos seminovos e usados tem crescido 10% ao ano. Isso significa que, até 2030, os produtos de “segunda mão”, na tradução do termo em inglês, podem liderar as compras, ultrapassando as vendas de itens novos como os de moda fast fashion, amplamente comercializados pelas lojas de departamento.

A moda é o segmento que lidera o crescimento do mercado de second hand, consolidando o setor têxtil no topo do ranking de seminovos: roupas registram quase 50% de adesão entre os consumidores, seguidas por calçados (34%) e acessórios (33%). O levantamento do BCG mostra também que o desejo por marcas premium move 14% dos clientes de seminovos, que veem a moda circular como uma forma de viabilizar a compra de peças de luxo.

O mercado de moda second hand tem se tornado um diferencial competitivo no varejo global, colocando-se como uma opção mais flexível e sustentável que o mercado tradicional. A mudança nos hábitos de consumo é liderada pela Geração Z e Millennials, que abraça a tendência como uma resposta aos preços de produtos novos.

A forma de aquisição também tem mudado: 55% das compras de second hand dos 7.800 consumidores analisados foram feitas online. No Brasil, o Unibes Bazar evidencia o movimento. Pertencente à ONG Unibes, o bazar tem locais físicos, mas é no site que se destaca, com mais de meio milhão de acessos mensais.