Se tem algo que está sempre em alta na moda são as confecções de roupa sob medida. Esse conceito não quer dizer listar tamanhos de roupa em P, M, G ou em tamanhos numéricos, mas segue ao pé da letra o seu termo, referindo-se a uma confecção feita em todos os detalhes especialmente para o cliente que solicitou a peça, para que se tenha um caimento perfeito, valorizando seu corpo e curvas.
Para a estilista Eduarda Galvani, a moda vai muito além das roupas: as pessoas precisam se enxergar nelas. “A moda é expressão, é comunicação, é uma maneira de trazer a nossa verdade, de trazer exclusividade, algo que você sabe que será a sua cara porque é feito unicamente para você. Nenhuma peça é igual e essa é a principal magia da moda sob medida, você precisa conhecer o seu cliente a fundo para elaborar uma peça”, diz.
A história do sob medida se confunde com a história da própria moda, que tem seus primórdios registrados no século XV, no início do Renascimento. No passado, o sob medida era privilégio apenas de famílias de alto nível e de quem tivesse condições de pagar.
Com o desenvolvimento do fast fashion, um conceito que prioriza a produção de roupas em grandes quantidades e de forma muito rápida, o sob medida foi deixado um pouco de lado. Mas nos últimos 10 anos, o mercado voltou a ficar mais aquecido. Agora, além de pessoas mais jovens se interessarem por esse mercado, diversos cursos voltados ao setor da moda, como os de modelagem e de corte e costura, ganharam destaque.
“Antigamente, muitas pessoas pensavam no sob medida e imaginavam uma pessoa mais velha à frente do projeto. Mas cada vez mais estão surgindo estilistas jovens e apaixonados pelo mercado da moda”, conta Eduarda, que está no ramo com o seu atelier homônimo há 13 anos.
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A profissional explica que neste formato, o criador das peças pode se aprofundar ainda mais nas ideias, tendo mais liberdade e possibilidade de utilizar suas habilidades e técnicas manuais e de tingimento. “Cada peça é única. Isso que faz o sob medida ser especial. É algo limitado e que traz a essência do cliente”, afirma.
Além da individualidade das peças e sua personalização, esse tipo de moda promove um consumo mais consciente, levando em conta a diminuição dos resíduos têxteis, que também podem ser reaproveitados na construção de peças para o próprio look.
No atelier de Eduarda os retalhos das peças elaboradas são reutilizados de outras formas, como nos laços, por exemplo. “É necessário termos consciência de que os resíduos têxteis também são prejudiciais ao meio ambiente. Nos preocupamos com a sustentabilidade e práticas sociais em nosso negócio, então, aproveitamos para dar outra forma e utilidade a esses resíduos, realizando ações e doações”, conclui a estilista.
