O conceito de moda circular no Brasil deve crescer entre 15% e 20% ao ano até 2030, de acordo com estimativas do Boston Consulting Group (BCG), Isso porque o modelo demonstra uma economia sustentável e alternativa ao fast fashion em meio a taxações no setor. Além disso, a circulação de roupas de segunda mão também emerge como uma solução amigável ao meio ambiente e ao bolso do consumidor.
A moda infantil, por exemplo, representa 16% do mercado têxtil e é uma das principais agentes que levam a essa mudança de comportamento. Com o crescimento cada vez mais ágil das crianças, os altos preços de enxovais popularizam a prática de troca e revenda entre as famílias.
A empresária Mariana Spadacio reconheceu nessa prática uma maneira de empreender através da Repitikos. Fundada em 2021, a marca oferece roupas, brinquedos e acessórios adequados desde recém-nascidos até o tamanho 16.
“A moda circular é a pequena escolha que posso fazer para contribuir com grandes mudanças no ambiente em que vivo e no mundo. É contribuir com a sustentabilidade e em conjunto fomentar a renda extra para a comunidade local”, comenta Mariana.
A decomposição de fibras sintéticas pode levar séculos, contaminando solo, água e emitindo gases de efeito estufa. O uso de produtos químicos perigosos e a poluição por microplásticos também são consequências baseadas no volume da indústria da moda atual.
A moda circular cresce com a possibilidade de diminuir o impacto dessa produção danosa ao meio ambiente, dando prioridade a produtos de segunda mão e contribuindo para diminuição da pegada de carbono.
