Alimentação materna influencia diretamente na saúde da pele do bebê

Além do leite da mãe, a introdução alimentar entre os 4 e 6 meses de vida pode ajudar a prevenir alergias

Cuidados alimentares são fundamentais para a saúde da pele e para o desenvolvimento da criança
Cuidados alimentares são fundamentais para a saúde da pele e para o desenvolvimento da criança Foto : Freepik

A relação entre alimentação materna e infantil e a saúde da pele dos bebês é um tema amplamente discutido pela Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção do Rio Grande do Sul (SBD-RS). Estudos consolidados há muito tempo destacam que o aleitamento materno é essencial para a prevenção de doenças como dermatite atópica (DA).

A introdução precoce de alimentos conhecidos por serem alergênicos (como ovos, peixe e amendoim) pode minimizar reações alérgicas futuras. A médica dermatologista, Vanessa Cunha, da SBD-RS, explica que os cuidados alimentares, associados a uma abordagem equilibrada, são fundamentais tanto para a saúde da pele quanto para o desenvolvimento do bebê.

“O aleitamento materno é o padrão-ouro para reduzir os riscos de dermatite atópica em crianças, especialmente naquelas com histórico familiar de asma ou alergias. Já em situações em que o leite materno não está disponível, fórmulas hidrolisadas proporcionam maior proteção do que o leite de vaca”, destacou a dermatologista.

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Além disso, estudos mostram que a introdução de alimentos alergênicos entre os 4 e 6 meses de vida pode ajudar a prevenir alergias alimentares, ao contrário de dietas restritivas, que podem gerar riscos de desnutrição e atrasos no desenvolvimento infantil. A prática da introdução tardia desses alimentos não demonstrou os mesmos benefícios, conforme pesquisas.

Segundo a especialista, o consumo de probióticos durante a gestação também pode beneficiar mães com predisposição genética, contribuindo para a redução da incidência de dermatite atópica nos filhos.

A SBD-RS reforça a importância do aleitamento materno por, no mínimo, seis meses e ressalta que fórmulas alternativas devem ser utilizadas apenas sob orientação médica. Em caso de dúvidas ou suspeitas de doenças de pele, é fundamental procurar um dermatologista.