O aleitamento materno tem sido associado, em estudos científicos, com benefícios ao metabolismo da glicose, tanto para mãe, quanto para o bebê no longo prazo. Os bebês que são amamentados têm menor risco de desenvolver diabetes tipo 1 e, no longo prazo, diabetes tipo 2 e obesidade, explica Bianca de Almeida Pititto, médica epidemiologista.
Segundo ela, mulheres que tiveram diabetes gestacional – e por isso apresentam risco 10 vezes maior de ter diabetes tipo 2 ao longo da vida – podem se beneficiar muito do aleitamento materno, pois ele funciona como fator protetivo contra esse alto risco. Isso evita que mais mulheres entrem para as estatísticas do diabetes tipo 2 - veja aqui Atlas IDF 2025.
Como um período tão curto pode impactar a saúde de mães e filhos?
Os estudos sobre mecanismos ainda estão evoluindo, alertou a especialista. Entretanto, para os bebês, pode haver alteração do metabolismo da glicose. Um dos mecanismos seria até por micro RNAs que passam pelo leite materno. Mas não só. De acordo com Bianca, pode também ser por microbiota intestinal, ou por essas crianças que são amamentadas terem uma capacidade de maior diversidade no paladar, com uma alimentação mais rica em frutas, verduras, com sabores diferentes.
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Outros estudos mostram que, já nos primeiros meses em que a mãe está amamentando, o metabolismo da glicose nela é melhor – comparado às mães que não fizeram aleitamento. A médica e pesquisdora esclarece que há uma hipótese de serem mecanismos relacionados com a redução do status inflamatório, por exemplo, ou se a prolactina, que é estimulada na amamentação, teria um impacto benéfico no metabolismo da glicose.
O assunto será abordado por ela no 16º Congresso paulista de Endocrinologia e Metabologia – COPEM2025, que acontece de 8 a 10 de maio, em São Paulo.
