Cerca de um terço da população mundial convive com algum tipo de dor crônica, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Os tratamentos mais recentes para os sintomas, comumente associados a problemas de origem musculoesquelética, como dores na coluna, nos joelhos, nos ombros e em estruturas articulares, têm focado na regeneração de tecidos, controle inflamatório e funcionalidade do corpo.
Frequentemente encaradas como parte da rotina, as dores crônicas costumam vir acompanhadas de sedentarismo, inflamação silenciosa, sobrecarga física e envelhecimento precoce de tecidos. De acordo com o Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos as dores crônicas fazem parte do cotidiano de 36,9% dos brasileiros com mais de 50 anos.
Mais frequente entre mulheres, o levantamento também revelou que a condição atinge em maior escala pessoas de baixa renda e aquelas com diagnóstico para artrite, dor nas costas/coluna, sintomas depressivos e com histórico de quedas e hospitalizações. Nesse cenário, cuidados de saúde integral se colocam como os mais adequados para tratar os sintomas.
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Recuperação da capacidade funcional do corpo
Para a fisioterapeuta dermatofuncional Fabi Pinelli, a percepção de que o corpo não pode mais ser tratado em partes é um ponto fundamental para a saúde no presente. “Existe uma mudança muito clara na forma como as pessoas estão buscando cuidado. Hoje, elas não querem só resultado visual”, sugere. “Elas querem se sentir melhor no próprio corpo, com menos dor, mais conforto, mais mobilidade e mais qualidade de vida”, afirma a especialista.
Nos tratamentos mais recentes, as abordagens que ajudam o corpo a recuperar melhor sua capacidade funcional se baseiam na compreensão do que acontece nos tecidos afetados, na inflamação e na função corporal. Os tratamentos regenerativos, antes mais associados à medicina esportiva ou ortopédica, ganham espaço em contextos de longevidade, bem-estar e cuidado corporal mais amplo.
O que antes era tratado como ‘coisa da idade’, ‘estresse’ ou ‘fase puxada’ tem recebido mais atenção de médicos e pacientes. “Em muitos casos, a dor não está ligada apenas a desgaste mecânico. Existe um componente inflamatório importante, alterações no tecido, sobrecarga, limitação de movimento e perda de função que precisam ser observados de forma mais ampla”, explica Fabi.
Diferentes áreas têm se voltado para protocolos mais integrativos. Dentre eles, se destacam os tratamentos voltados para dores articulares, dores musculares, inflamações crônicas, desconfortos na coluna, joelho e ombro, regeneração tecidual e melhora da função e do conforto no dia a dia. “Hoje existe uma procura muito maior por tratamentos que façam sentido na vida real. Não só algo que melhora momentaneamente, mas algo que ajude a pessoa a viver melhor no próprio corpo”, diz Fabi.
