O mercado de proteínas alternativas no Brasil segue em expansão e movimenta atualmente mais de R$ 1 bilhão, segundo o levantamento da ONG The Good Food Institute Brasil. Entre as startups que buscam se destacar nesse segmento, a Future Cow está acelerando seu crescimento com uma nova rodada de captação via crowdfunding na Captable para desenvolver sua inovação mais disruptiva: o leite sem vaca.
A startup, que se define como uma mistura de foodtech e deeptech, produz leite sem a necessidade de vacas por meio de um processo de fermentação de precisão realizado em tanques. Com essa tecnologia proprietária, o objetivo da Future Cow é licenciar seu processo para grandes empresas do setor de laticínios, oferecendo uma solução escalável e sustentável para a indústria.
🤔 Como funciona?
Diferentemente das opções plant-based que utilizam ingredientes vegetais para imitar o leite de vaca, o leite cultivado da Future Cow é produzido por meio da fermentação de precisão. Nesse processo, uma cópia do DNA da vaca é utilizada para programar microrganismos que produzem proteínas do leite de forma idêntica ao original, sem necessidade de criar, alimentar ou ordenhar animais.
“Atuamos como uma startup de ingredientes. Nossa meta é oferecer a base para que grandes indústrias de laticínios possam produzir leite e derivados sem a necessidade do animal. Queremos reduzir custos e aumentar a eficiência da produção dessas proteínas”, explica o cofundador e CEO da startup, Leonardo Vieira.
- Café da manhã ajuda a proteger contra doenças cardiovasculares, diz estudo
- Por que o leite não deve ser banido do seu cardápio
- Beber um copo de leite por dia pode prevenir câncer de intestino
🥛 Mercado de proteínas alternativas
O mercado de laticínios no Brasil movimenta mais de R$ 91,8 bilhões anualmente, e a adoção de novas tecnologias para produção de leite tem despertado o interesse da indústria.
Nos Estados Unidos, empresas como Perfect Day e New Culture já captaram mais de US$ 4 bilhões para desenvolvimento de proteínas alternativas, e a Future Cow visa trazer essa revolução para o Brasil.
“Se conseguirmos conquistar 10% do mercado de laticínios nacional, isso representaria R$ 2,3 bilhões em oportunidades. Estamos confiantes de que a fermentação de precisão é o caminho mais eficiente e escalável para essa transformação”, afirma Vieira.
