O Brasil está entre os países com maior número de casos de câncer de cabeça e pescoço, registrando mais de 40 mil novos diagnósticos por ano. Dentro desse cenário, um estudo realizado pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca) revela que 80% dos pacientes já recebem o diagnóstico em estágios avançados da doença, o que reforça a urgência de conscientizar a população sobre a importância do diagnóstico e do tratamento precoces.
Para ampliar essa mobilização, contamos anualmente com a campanha Julho Verde, em referência ao Dia Mundial de Conscientização e Combate ao Câncer de Cabeça, celebrado no dia 27. A iniciativa tem como objetivo informar a população sobre os fatores de risco, estimular a prevenção e incentivar a busca por atendimento médico ao menor sinal de sintomas. Entre os principais fatores de risco para o desenvolvimento da doença estão o tabagismo, o consumo excessivo de álcool e a infecção pelo vírus HPV. No entanto, vale destacar que o câncer pode surgir mesmo na ausência desses elementos.
Os tumores de cabeça e pescoço atingem com mais frequência a boca, a laringe (região das pregas vocais) e a faringe (região da garganta), mas também podem acometer outras regiões, como a parte interna do nariz, glândulas salivares, tireoide e pele. Entre os sintomas que mais exigem atenção estão: nódulos no pescoço, manchas brancas ou avermelhadas na boca, feridas ulceradas, dificuldade para engolir, dor de garganta persistente e alterações na voz ou rouquidão que durem mais de duas semanas. Feridas que não cicatrizam por mais de 15 dias também devem ser consideradas sinais de alerta.
Quando identificado em estágio inicial, o câncer de cabeça e pescoço tem potencial de cura em até 90% dos casos. Além disso, o diagnóstico precoce reduz a complexidade do tratamento e favorece uma recuperação mais rápida e com maior qualidade de vida. Em oncologia, tempo é vida. E qualidade de vida. Não ignore os sinais, procurar ajuda médica o quanto antes pode fazer toda a diferença.