Segundo ele, a questão da fiscalização é comprometida e os cães utilizados para resguardar imóveis de terceiros, ou construções, ficam sem qualquer assistência alimentar e veterinária, sem contar a solidão em que vivem. Pessoas que transitam diariamente próximo aos locais onde os animais desenvolvem a atividade de vigilância, relatam que os cães se encontram desnutridos e desidratados, em geral, em péssimo estado de saúde. "Não visualizam potes de alimentos e água, abrigo apropriado que os protejam das intempéries, mas ao contrário disso, observam abandono, a ocorrência de maus-tratos, a convivência do animal com os seus próprios dejetos e expostos a risco de morte, pois muitos dos espaços são cercados com materiais cortantes", assinala.Em Curitiba já é proibida a exploração de cães em serviço de guarda desde 2008. Em 2009, entrou em vigor legislação idêntica com validade em todo o Paraná. Em Minas Gerais também é proibido. "O animal não tem aptidão e nem vocação profissional. Nunca receberá qualquer pagamento pelo trabalho que desenvolve a custa do instinto aguçado pela fome, medo, solidão e outros sentimentos que na condição humana, levariam qualquer indivíduo ao um elevado nível de estresse", avalia.
