Fantasias, tintas e glitter: cuidados para proteger pets no Carnaval

Dicas revelam o que fazer para evitar alergias, intoxicações e riscos à saúde de cães e gatos no período da folia

Itens inofensivos para humanos podem trazer riscos à saúde dos pets
Itens inofensivos para humanos podem trazer riscos à saúde dos pets Foto : Freepik / Divulgação / CP

Fantasias criativas, tintas coloridas e glitter fazem parte do Carnaval, mas exigem atenção com os pets. Produtos inofensivos para humanos como sprays e espumas podem representar riscos à saúde de cães e gatos neste período, marcado por cheiros intensos, objetos diferentes e maior estímulo sensorial.

O médico-veterinário e gerente de treinamento da PremieRpet Ricardo Menezes aponta que, em períodos de festa, cresce o número de atendimentos associados à ingestão de corpos estranhos, reações alérgicas e intoxicações. “O pet não consegue diferenciar o que é decorativo do que é seguro, e seu comportamento exploratório faz com que a prevenção seja fundamental".

Confira abaixo dicas para cuidar dos pets durante o Carnaval:

O que nunca usar nos bichinhos

Produtos desenvolvidos para humanos não devem ser aplicados em animais, mesmo que em pequenas quantidades. Tintas de cabelo, sprays coloridos, maquiagens, colas, glitter e espumas carnavalescas contêm substâncias que podem causar dermatites, coceiras intensas, queimaduras químicas e intoxicações, especialmente quando o animal se lambe.
Itens rotulados especificamente para pets também devem ser usados com cautela. O produto precisa ser específico para uso animal, ter fácil remoção no banho e sempre contar com indicação do médico-veterinário. Animais com histórico de alergias ou sensibilidade cutânea não devem ser expostos a nenhum tipo de coloração.

Fantasias devem ser seguras e confortáveis

Se a ideia for fantasiar o pet, a escolha deve priorizar conforto e segurança. Peças pequenas ou que possam se soltar representam risco de esgasgo. Plumas, lantejoulas, miçangas, fios e colagens chamam a atenção dos animais e podem ser engolidos, causando obstruções ou perfurações no esôfago, estômago ou intestino, muitas vezes com necessidade de cirurgia de emergência.
"No Carnaval, menos é mais. Uma roupinha leve, sem brilho solto e sem limitar os movimentos é a opção mais segura para quem quer incluir o pet de forma responsável", orienta Ricardo. Ao menor sinal de coceira, desconforto, tentativa de arrancar o acessório ou mudança de comportamento, o item deve ser retirado imediatamente.
Em caso de ingestão acidental, o especialista alerta para a identificação do que foi ingerido. "Guarde a embalagem, se houver, pois isso pode auxiliar no tratamento. Afaste o pet do contaminante e dirija-se ao veterinário imediatamente. Importante não forçar o vômito ou fornecer receitas caseiras pois podem piorar o quadro."

Alimentação e hidratação também fazem parte da prevenção

A ingestão acidental de resíduos, adereços ou substâncias químicas pode ser agravada quando o pet está desidratado ou fora da rotina alimentar. "Manter a alimentação habitual e garantir hidratação adequada ajuda a preservar a saúde intestinal e reduz complicações em casos de ingestão indevida", explica o veterinário.
A orientação é não oferecer alimentos destinados a humanos. Em passeios mais longos, o ideal é disponibilizar água fresca com frequência e, quando indicado, alimentos úmidos próprios para pets, que auxiliam na hidratação sem sobrecarregar o organismo. "O trato gastrointestinal do pet é sensível. Alterações bruscas na dieta, associadas ao estresse e à ingestão de corpos estranhos, aumentam o risco de vômitos, diarreia e intoxicações", reforça o especialista.

Checklist rápido para tutores

  • Prefira fantasias simples, leves e confortáveis;
  • Evite qualquer tipo de tinta, spray, glitter ou espuma;
  • Não use peças com partes pequenas ou destacáveis;
  • Mantenha a alimentação habitual e água sempre disponível;
  • Observe sinais de desconforto, coceira ou agitação;
  • Ao menor sinal de incômodo, retire o acessório imediatamente.