Gatos livres do banco dos réus



As pessoas que adoram seus gatos podem respirar aliviadas em relação aos mitos de que os bichanos transmitem algumas doenças. O site Discovery News atribui a má fama a velhas superstições e ao fato desses animais serem portadores do parasita Toxoplasma gondii (causadora da toxoplasmose) e parece apresentar correlação com casos de câncer no cérebro, embora a associação não tenha sido comprovada. De acordo com a publicação, alguns estudos sugerem que os gatos, na verdade, fazem bem para a saúde. Um deles, realizado por cientistas do Centro de Pesquisas Tour du Valat, na França, aponta que os tutores de gatos não correm maiores riscos de desenvolver câncer no cérebro do que as pessoas que não possuem os animais. Outro estudo, conduzido por pesquisadores da Universidade de Oxford, na Inglaterra, avalia informações relacionadas a mulheres inglesas de meia-idade. Resultados preliminares indicam a inexistência da relação entre mulheres que convivem com gatos e a incidência de câncer.



Aliás, os resultados de inúmeras pesquisas parecem mostrar o contrário. Os donos de gatos parecem correr menos riscos de desenvolver o infoma não-Hodgkin - tipo de câncer que se origina nos linfonodos (gânglios) -, assim como crianças que convivem com animais desde pequenas parecem sofrer menos com doenças respiratórias, além de terem um sistema imunológico mais eficiente. Outros estudos também apontam que os animais podem ser extremamente benéficos para pacientes que sofrem de doenças crônicas, oferecendo companhia e conforto a essas pessoas.