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Manifestantes fazem ato em Canoas por justiça ao cão Orelha, morto em Santa Catarina

Manifestação ocorre em frente ao Park Shopping Canoas e pede o fim da impunidade neste caso e em outros

Ação foi organizada por protetores e integrantes da Organização Não-Governamental (ONG) Coração de Mãe
Ação foi organizada por protetores e integrantes da Organização Não-Governamental (ONG) Coração de Mãe Foto : Leticia Pasuch / Divulgação / CP

Um grupo de de pessoas participa, na tarde deste sábado, de uma manifestação em Canoas, na região Metropolitana, exigindo justiça pela morte do cão Orelha na Praia Brava, em Santa Catarina. A manifestação, que começou por volta de 15h, ocorre em frente ao Park Shopping Canoas.

Cartazes com frases como "justiça pelo Orelha" e "basta de maus-tratos" compuseram os gritos dos presentes, que pedem o fim da impunidade no caso de Santa Catarina, mas também de outros recentes de maus-tratos contra os animais. Durante o ato, diversos carros que passavam em frente ao shopping buzinavam em apoio à manifestação.

A ação foi organizada por protetores e integrantes da Organização Não-Governamental (ONG) Coração de Mãe, do próprio município, que acolhe animais e auxilia na denúncia de maus tratos e doações há seis anos. Rosana Almeida Barbosa, protetora credenciada e presidente da ONG, afirmou que o principal objetivo da manifestação é chamar atenção para o caso do Orelha, mas para que autoridades públicas também voltassem os olhos para os casos que ocorrem no município.

Em setembro do ano passado, a ex-secretária de Bem-Estar Animal de Canoas, o marido dela e uma veterinária fizeram eutanásias em centenas de animais para reduzir custos e bater metas. Rosana lembrou, também, do caso de um cachorro que morreu no dia 30 de janeiro após ser resgatado de um terreno no bairro São Luiz, em Sapiranga, onde foi enterrado vivo com um bloco de concreto.

"Já virou uma rotina matar os animais. A gente está gritando por socorro para isso parar", diz a presidente. Ela lembrou que luta há anos para uma união na proteção animal, e afirma que teve pedidos negados da prefeitura para organizar um canil para levar animais resgatados.

"Tu imaginas quanto sofrimento o Orelha teve ali. Nós estamos aqui pedindo justiça para ele e para os outros animais", diz. "O que a gente quer? Que as leis mudem, seja mais rigorosa. A gente pega animaizinhos com abuso sexual, que estão no lar temporário. A gente quer justiça. Eles não têm voz, nós somos a voz deles", complementa a presidente.

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No último domingo, dia 1º, outro ato público reuniu centenas de pessoas em Porto Alegre pedindo justiça pela morte do cão. A manifestação ocorreu no Monumento ao Expedicionário, no Parque Farroupilha (Redenção), e integrou uma mobilização nacional realizada em diferentes cidades do país.

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