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Pesquisa investiga como animais podem ajudar crianças em atendimentos odontológicos

Estudo busca comprovar os efeitos da Terapia Assistida por Animais em aliviar a ansiedade na odontopediatria

Campeira tem auxiliado crianças de  5 a 12 anos a passar por atendimentos
Campeira tem auxiliado crianças de 5 a 12 anos a passar por atendimentos Foto : Divulgação / Atitus Educação / CP

Um Ensaio Clínico Randomizado (ECR) inédito no Brasil, conduzido pelo programa de Doutorado em Odontologia da Atitus Educação, em Passo Fundo, investiga uso de Terapia Assistida por Animais (TAA) para reduzir ansiedade e medo de crianças durante atendimentos odontológicos.

Pesquisa avalia os efeitos da presença dos pets sobre parâmetros objetivos e subjetivos da criança durante atendimentos odontopediátricos. A estrela do projeto é Campeira, uma Collie treinada que participa das consultas de crianças de 5 a 12 anos, oferecendo afeto e companhia enquanto os pequenos enfrentam o temido momento na cadeira do dentista.

O objetivo da pesquisa é comparar atendimentos realizados com e sem a presença do animal, analisando indicadores como ansiedade, percepção da dor, sinais vitais e até a qualidade de vida relacionada à saúde bucal.

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“Queremos validar cientificamente se a presença de um cão pode humanizar o atendimento odontológico, diminuindo a ansiedade e o medo infantil”, explica o professor Bernardo Antonio Agostini, um dos orientadores do estudo. A iniciativa é liderada pelas doutorandas Juliane Taufer, odontopediatra, e Juliana Sebem, médica veterinária, com orientação também da professora Fernanda Ruffo Ortiz.

O grupo tem observado resultados iniciais animadores: crianças que inicialmente demonstram resistência ao atendimento mudam completamente de comportamento ao interagir com Campeira. “Elas se sentem mais confiantes e colaborativas. O medo cede espaço à curiosidade e ao carinho”, relata Juliana.

Além dos benefícios para os pequenos pacientes, o estudo também cuida do bem-estar da cadela, que participa dos atendimentos em ambiente controlado, sob acompanhamento veterinário. “Ela está sempre tranquila, procura as crianças para interagir e parece gostar de estar ali”, acrescenta a pesquisadora.

Os resultados finais estão previstos para serem divulgados até o fim de 2025, e podem abrir caminho para a implementação da TAA como uma ferramenta complementar no atendimento odontológico infantil em todo o país.

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