Pitchuquinha foi a primeira resgata do anjo da guarda Renata Brito. Foi retirada das ruas há sete anos, quando Renata nem conhecia proteção animal, feiras de adoção, nada do tipo. Mas sempre teve uma paixão inexplicável por animais, especialmente cães. "Resgatei a Pitchuquinha de um morro carente, em Niterói, que frequentei quando organizava projetos sociais e missionários da Igreja Católica", recorda. Ela morou Renata e com seus pais até 2011, quando seu anjo foi morar em Anchieta, para ficar mais perto dos problemas com os animais carentes.
"Senti que algo estava estranho com a itchuquinha. Então a levei a uma clínica veterinária", lembra. Durante uma ultrassonografia veio a dura realidade: o baço de Pitchuquinha estava todo tomado por um tumor. Sua respiração estava fraca e ela estava ficando anêmica. "Fiquei louca sabendo que poderia perdê-la na cirurgia.
Me preparei para o pior, pois era um caso bem difícil", relata. Eis que a peluda sai da sala de cirurgia correndo, querendo passear na rua, feliz da vida... Não tem explicação humana pra isso. O baço retirado com tumor foi enviado para biopsia e o resultado foi estrondoso: hemangiossarcoma - um dos piores tumores que existem!
Não tem cura. Pitchuqinha faz exames e ultrassonografias regularmente, toma remedinhos para gastrite, anemia e baixa imunidade. Já fez quimioterapias, mas continua lutando contra as doenças que vão surgindo, sempre com muita vontade de viver e alegria.
