O cão Negão, ferido por um disparo de bala de borracha durante uma abordagem policial na noite de 27 de janeiro, quando ainda era um cão comunitário entre os moradores do bairro Barrinha, em Campo Bom, hoje vive uma outra realidade. Adotado pelo professor e diretor do Instituto de Educação Ambiental, Mogar Damasceno Miranda e pelo oficial de Justiça, Wallace Felipe Faria, o cachorro (de raça indefinida) teve as feridas cicatrizadas, ganhou peso, muito amor e se diverte no espaçoso terreno que divide com seus dois irmãos-cães: o Teo, de 10 anos e a Moa, de 3.
Segundo informou Miranda, Negão já está ambientado ao novo lar e tem uma relação amistosa e amigável com os demais animais. O cãozinho tem sua própria casinha – espaço onde dorme – devidamente identificada com seu nome, seus próprios potinhos de água e comida. Questionado se o cão, considerado idoso, porém dócil, está sendo submetido a uma alimentação especial ou tomando suplementação por conta do ganho de peso, o professor disse que Negão se alimenta de "ração e muito amor."
Como forma de atualizar as pessoas sobre a recuperação do animal e também acompanhar a vida de Negão, um perfil do cãozinho foi criado pelos seus novos tutores nas redes sociais:@dogui_negao
APURAÇÕES INTERNAS NA BM SEGUEM EM ANDAMENTO
As circunstâncias da abordagem, a atuação dos Policiais Militares no local e a alegação de que durante a abordagem um policial teria sido atacado pelo cão estão sendo objeto de apuração pela Corregedoria-Geral da Brigada Militar. Questionada sobre o andamento das apurações, quantas pessoas já teriam sido ouvidas e sobre prazos, a corporação se limitou a responder que "a investigação segue em andamento."
