Cerca de 20 mil animais foram resgatados na enchente histórica que atingiu o estado do Rio Grande do Sul em 2024. Apenas em Porto Alegre, a prefeitura calcula que 4,8 mil foram resgatados de áreas alagadas, incluindo bichos encontrados sem seus tutores. Centenas de voluntários se mobilizaram para cuidar de cães, gatos, cavalos e outros animais e levá-los a abrigos para que pudessem ser adotados. Entretanto, de acordo com a Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura do Rio Grande do Sul (Sema), em novembro do ano passado, 1.200 ainda aguardavam adoção.
A baixa procura e a devolução de bichinhos já adotados preocupam abrigos e voluntários um ano após a tragédia histórica. O desafio é encontrar adotantes para animais adultos, idosos, portadores de alguma deficiência, de médio a grande porte ou sem raça, os famosos vira-latas. Dos 500 cachorros e gatos que foram abrigados durante a enchente na sede da ONG 101 Viralatas, em Viamão, 30 seguem sem perspectiva de um lar definitivo.
“A adoção é o principal trabalho de toda a ONG, que visa encontrar lares amorosos para os animais abrigados”, diz Franciele. Segundo ela, houve uma queda significativa após a calamidade tanto nas doações quanto nas adoções.
Nesse momento, os gastos mensais da ONG ultrapassam R$ 100 mil e a maioria dos custos são cobertos por doações de pessoas físicas. O apoio financeiro é direcionado aos quase 400 animais abrigados, inclusive aos 30 resgatados das enchentes.
